Jogue a primeira 'pedra' quem jamais pensou em comprar um produto falsificado. A diferença de preço em relação ao original é o maior atrativo e a aparência, às vezes, quase perfeita é um consolo. Mas, segundo Jair Ciquini, técnico de conformidade do Instituto de Pesos e Medidas (Ipem) em Londrina, é preciso resistir à tentação. ''A economia não compensa a perda em qualidade'', justificou.
O Ipem é um órgão conveniado ao Instituto Nacional de Metrologia, Normatização e Qualidade Industrial (Inmetro) e sua função é garantir a comercialização de produtos certificados e regulamentados. Na relação de itens sujeitos à fiscalização, os fiscais do Ipem encontram falsificações, por exemplo, entre os isqueiros, preservativos, brinquedos e roupas. ''Além da eficiência e durabilidade menores, os produtos falsificados podem causar prejuízos à saúde (intoxicação, irritação, coceira, etc) e, consequentemente, eliminar a economia da compra'', explicou Ciquini.
O técnico do Ipem lembra que um CD pirateado, muitas vezes, não produz o mesmo som do original e pode ainda danificar o equipamento eletrônico; um preservativo falsificado pode furar e até causar irritação na pele; um brinquedo não certificado pode quebrar com facilidade em pedaços pontiagudos e ferir uma criança que, na pior das hipóteses, pode engolir uma parte do brinquedo; uma peça de roupa ou calçados fora dos padrões de regulamentação (nome e CNPJ do fabricante ou importador, tipo de material utilizado, país de origem, informações de uso e conservação) estão mais propensos à deformação, desbotamento e descostura.
Para evitar esses riscos, o consumidor deve ficar atento às embalagens dos produtos que adquirir, exigir sempre a nota fiscal, troca ou devolução do dinheiro quando necessário e, na falta de acordo, procurar um órgão de defesa dos seus direitos (Procon).

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