Curitiba - A Copa do Mundo é amada por alguns setores do comércio e da indústria e odiada por outros. Há quem tenha aumento de até 130% nas vendas e, por outro lado, quem atrase até a entrega da produção por conta dos jogos do mundial. O comércio em geral, sem considerar produtos sazonais, teve uma queda de 5% a 10% nas vendas por conta do fechamento das lojas nos horários das partidas do Brasil.
Os itens sazonais que mais venderam foram camisetas, cornetas, tevês, bandeiras, cervejas, refrigerantes, pipoca e produtos para churrasco. O representante da Associação Comercial do Paraná (ACP) no Comitê Executivo do Paraná da Copa de 2014, Paulo Roberto Brunel Rodrigues, disse que o faturamento do setor de bares e restaurantes teve um crescimento de 25%.
No entanto, segundo ele, o faturamento do comércio em geral, é até 10% menor durante os 30 dias que ocorre o mundial em relação ao mesmo período de anos que não têm Copa do Mundo ou até comparado a maio deste ano.
Os supermercados também faturaram com o mundial de futebol. O superintendente da Associação Paranaense de Supermercados (Apras), Valmor Rovaris, informou que as vendas de televisões aumentaram de 100% a 130%. Além disso, houve elevação na comercialização de artigos juninos (25% a 30%), de cerveja e produtos para churrasco (3% a 5%), além de camisas, bandeiras e cornetas. As tevês começaram a vender mais a partir de janeiro.
A loja de bandeiras Símbolo faturou 50% a mais até agora. Mesmo com a saída do Brasil da Copa, a proprietária Angelita Fernandes, disse que continua a procura por bandeiras de outros países. A loja oferece desde bandeiras de papel por R$ 1,50 até as de tamanhos maiores como as de dimensões de seis por nove metros que custam R$ 3 mil.
Outro segmento que faturou com os jogos foi o de panificadoras. O dono do Empório Perine, Claudio Perine Junior, disse que as vendas aumentavam 30% em dias de jogos do Brasil quando as partidas aconteciam à tarde. ''Mudamos o atendimento e montamos embalagens prontas para o cliente poder pegar e levar com mais rapidez'', contou.
Mas, há quem não lucre com o mundial. ''Os jogos atrapalhavam as vendas'', disse a proprietária da loja de produtos para cozinha, Freezer Points, Denise Gueths que fechava o estabelecimento nos horários dos jogos.
''Atrasamos a entrega de alguns pedidos em dois dias'', disse a proprietária da Tick Tack Toe, Sueli Herman. A empresa dela produz bolsas e frasqueiras para maternidade. Ela optou por dispensar os funcionários nos jogos, mas com compensação posterior de horário de expediente. ''Gostaria que o Brasil continuasse. Gosto do clima da Copa e do espírito patriota que aflora, mas, como empresária, não é bom'', disse. A empresa produz 5 mil peças por mês, tem dez funcionários diretos e 30 indiretos.

mockup