O alto risco do mercado de ações
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 14 de agosto de 2006
Fernanda Mazzini<Br>Reportagem Local 
Nos últimos anos, o mercado de ações ligado à Bolsa de Valores tem ganhado destaque entre as rodas de investidores. Os recentes lançamentos de notas da Companhia Vale do Rio Doce, da Petrobras e do Banco do Brasil têm contribuído para popularizar o mercado, que há algumas décadas era visto como um verdadeiro ''bicho-papão'' pela maioria da população. Mas esse quadro foi mudando e, atualmente, as ações aparecem como uma nova alternativa para os pequenos investidores. No entanto, é preciso cautela porque o investimento é considerado de alto risco.
O principal atrativo do mercado de ações é a rentabilidade, geralmente, bem acima dos índices da poupança e dos fundos de renda fixa. Só que o mercado de renda variável, como é conhecido, pode trazer surpresas desagradáveis aos investidores quando a empresa tem prejuízos ou a sua rentabilidade não é a esperada. ''Ao comprar uma ação a pessoa está comprando um pedaço de uma empresa e essa empresa não tem o dever de devolver isso'', afirma o professor Azenil Staviski. Na avaliação dele, investimentos em açõesa não são apropriados para ''amadores''.
Para os iniciantes, a sugestão de Staviski é investir em fundos de ações que podem ser geridos por um especialista do próprio banco onde a pessoa tem conta corrente ou pelos corretores independentes, credenciados na Bolsa de Valores. Esse gerenciamento poderia reduzir os riscos da operação e garantir resultados melhores. Nesse caso, a indicação é integrar clubes de investimento ou fundos de ações, constituído por ações de várias empresas. ''A constituição de carteiras de ações minimizam o risco do investimento'', avalia.
Entre as opções para a compra de ações estão os bancos sólidos, empresas do setor energético (não só as geradoras de energia, mas as que exploram minério e petróleo), indústrias farmacêuticas ou de eletroeletrônicos. É importante lembrar que esse tipo de investimento traz retorno a longo prazo. Para quem quer resultados mais rápidos, a sugestão são os fundos de renda fixa, que oferecem rendimento mensal superior a 1% (índice superior ao da inflação). ''Os fundos de renda fixa não garantem um rendimento extraordinário, mas o investidor também não perde'', argumenta o economista.
Antes de fazer qualquer investimento, a recomendação é que a pessoa conheça as operações da empresa em que pretende investir. Isso deve ser levado em conta porque há duas formas de retorno do capital investido: os dividendos ou a valorização das ações. ''Na verdade ninguém espera dividendos, a maioria dos investidores quer uma grande variação no valor das notas para ganhar na venda'', diz Staviski.


