Agência Estado
De São Paulo
O mercado de câmbio inverteu a mão ontem e o dólar fechou em baixa de 0,43%, cotado a R$ 1,8580 (a mínima do dia ficou em R$ 1,8570). Operadores atribuem a queda do dólar a uma melhora no quadro político doméstico, ao comportamento positivo do mercado internacional e à expectativa de ingresso de dólares - em torno de US$ 1 bilhão, oriundo de privatização - na próxima semana. Esse último fator teria levado algumas instituições a adotar posições vendidas em dólar, contribuindo para a baixa da cotação.
A forte alta da Bolsa de Nova York aliada a um cessar-fogo na guerra contra o governo FHC fizeram o Ibovespa fechar em alta de 3,07%, em 10.136 pontos, nível próximo à máxima do dia. O Dow Jones disparou, subindo mais de 130 pontos. Os juros dos T-Bonds, que fecharam em ligeira alta, passaram praticamente todo o dia em baixa. Esse conjunto de fatores ajudou a provocar uma forte alta no mercado de ações doméstico. A Bolsa do Rio apurou valorização de 2,43%. O cenário externo favorável ajudou o governo que, finalmente, resolveu atuar no sentido de aparar arestas arranhadas em sua base aliada.

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