Por enquanto, a adoção da nuvem computacional no País está mais ligada ao conceito de inovação e à necessidade de migração de infraestrutura, e seu uso se concentra em setores da economia mais específicos, diz Juliano Korff, líder de Banco de Dados para a Região Sul da Oracle, empresa mundial que comercializa soluções em nuvem nas áreas de software, plataforma e infraestrutura.
No setor de varejo, por exemplo, a computação em nuvem encontra terreno mais fértil que no setor de manufatura, diz Korff. No varejo, o empresário pode se valer do Big Data para obter "insights" para o seu negócio, baseado nos hábitos dos consumidores. "Hoje temos um viés de adoção da nuvem muito mais ligado à questão da inovação", salienta o líder. A nuvem permite que empresas realizem "experimentações" sem esbarrar na questão da infraestrutura que, de acordo com ele, é um dos principais entraves no processo de inovação.
O "atraso" do Brasil em relação à adoção da nuvem, para Korff, passa pelas questões de oferta, cultura e regulamentação. "O primeiro ponto é que o nosso ciclo acaba sempre chegando depois. A adoção passa muito por questões de ciclos, e também por questões de disponibilização de ofertas na nuvem. Passa também pela insegurança em relação à regulamentação no País e por questões culturais. A gente nitidamente observa que as empresas são criteriosas por questões culturais, de preservação do seu processo de negócios."(M.F.C.)

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