Nutrição e adubação do solo ainda são ferramentas que os produtores realizam de forma equivocada e sem base científica, o que certamente ainda trava a produtividade de soja. Essa é a opinião do professor da Esalq/USP Godofredo César Vitti, que ministrou palestra ontem, durante o III Encontro Nacional da Soja.
Segundo o especialista, um dos pontos para melhorar a absorção dos nutrientes pela planta passa, claro, pelas práticas conservacionistas bem utilizadas, como é o caso da rotação de culturas. "O produtor sempre deve começar a rotação com a soja na primeira safra e o milho na segunda safra. No caso da soja, primeiramente se planta a cultivar tardia e depois se aposta nas precoces. Geralmente, os produtores invertem esse plantio, e a soja acaba desenvolvendo mais a parte aérea da planta do que a raiz".
Para "fabricar raiz", como diz o pesquisador, de forma mais eficiente, dois nutrientes devem estar bem balanceados: Cálcio e fósforo. "Depois, com a rotação de outras culturas, o cálcio acaba descendo no solo e elevando a matéria orgânica". (V.L.)

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