A crise econômica fez cair de 60% para 40% a participação das viagens de negócios no número total de voos de 2014 para 2015. A informação é da Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear), entidade integrada pelas companhias Avianca, Azul, GOL e TAM. "Com a desaceleração da economia, o número de bilhetes com a finalidade corporativa diminuiu. Os dados são preocupantes", afirmou o diretor de Comunicação da entidade, Adrian Alexandri, durante o 1º Worshop GRU Airport de Jornalismo em Aviação, realizado terça-feira em São Paulo.
Por outro lado, as viagens a passeio continuam em curva ascendente. Segundo ele, a situação inverteu-se - o lazer assumiu a liderança antes ocupada pelos negócios. "O crescimento se deve à forte ação de marketing realizada pelas empresas aéreas, como promoções e descontos. Cada empresa tem uma estratégia comercial. Os aviões continuam cheios, mas o cenário não é bom", reforçou.
De acordo com a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), o preço médio das passagens aéreas é de R$ 300, sendo que 11,72% dos bilhetes são vendidos a menos de R$ 100. "Em 2002, por exemplo, esse valor era inimaginável. Vale lembrar que o querosene é um fator que pesa muito no preço final da passagem. A cada R$ 100, R$ 40 são para pagamento do combustível", disse.
A crise também reflete no movimento do Aeroporto Governador José rixa, em Londrina. Em julho, houve queda de 10% no número de passageiros que embarcaram e desembarcaram na cidade em comparação com o mesmo mês do ano passado.

A repórter viajou a convite do GRU Airport.

mockup