São Paulo - O número de pessoas ricas no Brasil cresceu 7,1% no ano passado, segundo pesquisa divulgada ontem pelo banco de investimentos Merrill Lynch e a consultoria Capgemini. Segundo o levantamento, denominado ''Relatório Mundial de Riqueza'', haveria cerca de 96 mil pessoas ''ricas'' no país.
O ano passado foi o segundo consecutivo a mostrar crescimento das fortunas individuais no Brasil. Em 2003, na estréia do governo Lula, houve um aumento de 6% na população de milionários brasileiros. Pelo critério da pesquisa, uma pessoa ''rica'' possui uma fortuna de pelo menos US$ 1 milhão (R$ 2,5 milhões).
O estudo faz um levantamento das riquezas individuais no mundo e pondera a evolução das fortunas pessoais em países desenvolvidos e em desenvolvimento. Os resultados mostram que a mais elevada taxa de crescimento do total de riquezas individuais está na América do Norte (9,7%), seguida pelo Oriente Médio (9,5%) e com a Europa (4,1%) na ''lanterna'', prejudicada pelo baixo crescimento econômico da região.
Pelo critério de aumento da população de ricos, o Oriente Médio (28,9%) lidera com folga sobre a América do Norte (10,2%), na segunda posição. No primeiro caso, a criação de riqueza foi alavancada pelo preço do petróleo e das commodities, enquanto na América do Norte os ricos foram beneficiados pelas taxas de juros baixas e estáveis (que concentram os investimentos em renda fixa) e por uma reforma tributária mais favorável nos EUA.
A América Latina não se destaca em nenhum dos dois critérios. O relatório destaca, no entanto, que a riqueza da região ainda permanece ''altamente concentrada''.

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