Número de ocupados cresceu no Paraná
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quarta-feira, 19 de setembro de 2007
Andréa Bertoldi<br>Equipe da Folha 
Curitiba - O número de trabalhadores ocupados teve um crescimento de 3,05% no Paraná em 2006 comparado ao ano anterior. Esse percentual representa 160 mil pessoas a mais ocupadas no Estado entre trabalhadores formais, informais e por conta própria. As pessoas ocupadas no Estado passsaram de 5,246 milhões para 5,406 milhões. O resultado do Estado é superior ao índice nacional que teve crescimento de 2,56%. No ano passado, o País tinha 89,318 milhões ocupados. Os dados fazem parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e foram divulgados ontem pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).
Esse é o maior nível atingido pelo Paraná desde 2004 quando houve um aumento de 5,14% no volume de pessoas ocupadas. Naquele ano, o Estado teve 257 mil pessoas a mais no mercado de trabalho. Os três setores que tiveram maior crescimento no número de ocupados em 2006 foram alojamento e alimentação (14,05%), educação, saúde e serviços sociais (9,95%) e comércio e reparação (7,59%). Estes três setores puxaram o aumento do número de ocupados.
Por outro lado, a agricultura teve uma perda de 4,39% no número de ocupados, o que significou 48 mil pessoas a menos trabalhando no setor. O segmento agrícola foi afetado no ano passado pela estiagem, pela queda na renda e ainda pelos reflexos da crise da febre aftosa. O número de ocupados no campo caiu de 1,094 milhão para 1,046 milhão.
Outra boa notícia para o paranaense é que a renda teve um crescimento real de 1,7% em 2006. A renda média por domicílio no ano passado foi de R$ 1.819,00 e a renda média por trabalhador ficou em R$ 841,00. A renda média dos assalariados em 2006 foi de R$ 789,00. A pesquisa apontou ainda que o rendimento dos trabalhadores com carteira assinada (R$ 830) é 82% maior que os sem carteira (R$ 457). O rendimento dos homens ainda é maior do que o das mulheres. O rendimento médio deles em 2006 foi de R$ 898 e delas de R$ 661. Os homens ganham 36% a mais. Mas, a diferença entre os sexos vem caindo com o aumento do salário mínimo. Isso porque, uma parcela significativa das mulheres atuam no emprego doméstico.
O estudo mostrou que 6,5% dos ocupados (351 mil pessoas) ganham até R$ 107, 33% recebem de um a dois salários mínimos (1,777 milhão de pessoas) e apenas 0,8% recebem mais de 20 salários mínimos (R$ 12.285) o que equivale a 45 mil pessoas.
O Paraná também teve uma das maiores quedas no Índice de Gini, usado para medir a desigualdade da renda. Para Cordeiro, a queda está ligada a valorização do salário mínimo e ao piso regional do Paraná hoje em R$ 475,00.
A taxa de desemprego no Estado que era de 6,71% em 2005 caiu para 6,54% no ano passado o que representa 378.191 desempregados. Para o supervisor técnico do Dieese, Cid Cordeiro, esta taxa ainda é muito alta. Hoje, o Paraná tem 2,022 milhões de trabalhadores com carteira e 1,031 milhão sem carteira. Entre 2002 e 2006, houve um crescimento da formalização de 17,64% que, para Cordeiro, está ligado ao aumento da fiscalização, a desoneração tributária das micro e pequenas empresas, a ação das centrais sindicais e ao crescimento econômico. Em 1995, 45,35% dos trabalhadores tinham carteira assinada, em 2006, esse percentual subiu para 52,48%.


