Número de inadimplentes diminui 56% em Curitiba
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quarta-feira, 26 de julho de 2000
José Marinho De Curitiba 
O número de consumidores incluídos no Serviço Central de Proteção do Crédito (SCPC) de Curitiba caiu 56% no primeiro semestre deste ano, em comparação com o mesmo período do ano passado. De 98.618 nomes cadastrados como caloteiros em 1999, o volume reduziu para 43.388, o que significa 55.230 consumidores a mais com capacidade para comprar a prazo.
Os dados foram divulgados ontem pela Associação Comercial do Paraná (ACP), levando em conta a movimentação de janeiro a junho em aproximadamente 7 mil empresas de Curitiba. Segundo o vice-presidente de Serviços da ACP, Élcio Ribeiro, esta queda no índice de inadimplência representa a recuperação de crédito por parte de muitos consumidores, que sofreram as consequências da maxidesvalorização do real perante o dólar no começo do ano passado.
Os crediários, em sua maioria, são feitos via financeiras e a disparada da moeda norte-americana paralisou os financiamentos por causa da indefinição do mercado. O reflexo para o comércio, em alguns casos obrigado a assumir diretamente o risco, foi o aumento dos calotes.
Desde o final de 1999 a ACP, segundo Ribeiro, está intensificando a implantação de mecanismos para tentar frear os maus pagadores. Entre eles colocou em funcionamento a Rede Superfácil, que é a transferência eletrônica de fundos. O comerciante também passou a dispor da consulta on line no SCPC.
As consultas ao serviço, que servem de termômetro para os negócios a prazo, aumentaram 16,58% no primeiro semestre deste ano em relação ao mesmo período do ano passado, saltando de 1.638.168 em 1999 para 1.909.838 em 2000. Ribeiro não acredita necessariamente num aumento de vendas, mas avalia este comportamento como o início da retomada da economia durante o segundo semestre.
Ele observa que não só o comerciante, mas o consumidor também está mais consciente. Está valorizando o seu nome, evitando o constrangimento de entrar numa fila e ter seu crédito negado. Em virtude da retomada do crediário, conforme o vice-presidente de Serviços, a emissão de cheques nas compras à vista ou para pagamentos pré-datados foi menor. Enquanto as consultas ao SCPC subiram 16,58%, o serviço de vídeo-cheque foi acionado apenas 3,5% a mais no primeiro semestre de 2000. Foram 1.878.354 consultas, contra 1.814.788 entre janeiro de junho do ano passado.


