Número de demissões foi menor no mês de janeiro
SÃO PAULO - As demissões diminuíram na Grande São Paulo em janeiro. A parcela de trabalhadores desempregados caiu de 14,2% em dezembro para 13,9% no mês passado, segundo a pesquisa de emprego e desemprego da Fundação Seade e do Dieese. Mas ainda existem na região 1,17 milhão de pessoas sem trabalho.
Ao contrário do que vinha ocorrendo nos últimos meses, a indústria não só parou de demitir como abriu 14 mil novos postos de trabalho. As contratações nas fábricas, no entanto, não foi o principal fator de redução do número de desempregados na região. Como o nível de atividade econômica tradicionalmente cai nessa época do ano e a oferta de trabalho também, muitos empregados desistiram de procurar emprego. Saíram do mercado de trabalho 71 mil pessoas.
Se esse contigente de trabalhadores não tivesse desistido de procurar emprego, o desemprego cresceria porque foram eliminadas 36 mil vagas, explica o diretor-executivo da Fundação Seade, Pedro Paulo Martone Branco. Com exceção da indústria, todos os setores demitiram. As demissões no comércio somaram 21 mil. No setor de serviços, foram eliminados 25 mil postos, e no item chamado outros, incluindo emprego doméstico, foram eliminados mais 4 mil.
Apesar do recuo, o nível de desemprego na Grande São Paulo ainda é maior do que o de janeiro de 1996, quando estava em 13,1%. Mas a expectativa dos técnicos para o ano parece mais otimista. O desemprego pode crescer um pouco no primeiro semestre, mas recua no segundo, prevê Martone.
A pesquisa indica, no entanto, que as transformações no mercado de trabalho ainda não cessaram. Além das contratações se concentrarem, agora, no setor de serviços, o trabalho autônomo nessa área foi o que mais cresceu. No ano passado, a contratação de autônomos aumentou 12,6%. Cresceram também as admissões sem carteira assinada (4,1%).





