Número de consorciados no País cresce 12,9% em um ano
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quarta-feira, 29 de agosto de 2012
Fábio Galiotto <br> Reportagem Local 
O mercado de consórcios no País cresceu 12,9% em número de participantes, ao atingir 4,99 milhões no fim dos seis primeiros meses do ano ante 4,42 milhões no fim de junho do ano passado. Os números, divulgados em balanço da Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (Abac), apontam ainda crescimento até junho no número de contemplações com carta de crédito, que passou dos 600 mil, e de novos consorciados, que chegou a 1,234 milhão.
O diretor geral da BR Consórcios e presidente do Consórcio União, Rodolfo Montosa, ambas com sede em Londrina, afirma que a modalidade de compra permite que o consumidor se discipline a separar uma parcela da renda para adquirir um bem durável no futuro. ''Se a pessoa apenas coloca o dinheiro na poupança, pode decidir gastar em outra compra antes de pagar pela casa ou carro'', diz.
Por ser um tipo de consumo responsável, ele acredita que o sistema apresenta crescimento. Tanto que Montosa afirma que, a cada duas motos vendidas no primeiro semestre no País, uma é por consórcio. Assim, segundo a Abac, o volume de negócios no setor no acumulado até junho deste ano subiu 5,8%, para chegar a R$ 38,1 bilhões. No mesmo período de 2011, havia sido de R$ 36 bilhões.
O diretor geral do BR Consórcios lembra que hoje já é possível comprar serviços, eletrodomésticos e eletrônicos por meio da modalidade. Entre eletroeletrônicos, no entanto, houve queda de 22,7% no número de consorciados até junho deste ano, com 63,5 mil, ante 82,2 mil no mesmo mês de 2011. Já no setor de serviços, o crescimento foi de 53,2%, ao saltar de 8.977 no primeiro semestre do ano passado para 13.750 nos mesmos seis meses de 2012.
Pela casa própria
O analista de vendas Patrick Alexsander é um dos contemplados deste ano em Londrina. Depois de casar, ele adquiriu um plano para comprar uma residência. Enquanto pagava o consórcio, ele resolveu se arriscar a pagar também o financiamento de uma casa. ''O consórcio era mais barato, mas o financiamento é imediato e eu precisava fugir do aluguel'', diz Alexsander.
Neste ano, o analista de vendas foi contemplado e usou a carta de crédito para quitar o saldo devedor do financiamento. De 30 anos com parcelas mensais, ele pagou apenas os primeiros três anos e meio e zerou a dívida.
Para quitar o financiamento com carta de crédito, porém, há regras. É preciso que o valor seja suficiente para que o saldo devedor com o banco seja zerado. A vantagem é que o mutuário se livra dos juros do banco e fica apenas com o consórcio, que cobra taxa de administração. ''Hoje eu pago menos da metade do que pagava pelo financiamento e pelo consórcio'', diz Alexsander.
Há ainda a necessidade do financiamento e o consórcio serem de um mesmo tipo de bem. Por exemplo, não é possível quitar um imóvel com uma carta de crédito para automóveis.
Toda a consultoria, Alexsander conseguiu justamente com a empresa de consórcio. Por isso, ele aprova a forma de compra. ''No financiamento, em um ano, eu pagava R$ 8 mil e o abatimento do saldo devedor era de R$ 2 mil. Para quem pode esperar, o consórcio é mais viável.''



