Curitiba - Somente neste ano 300 mil brasileiros devem sair do País para fazer cursos de intercâmbio, número 25% maior que em 2013. E, até 2015, o mercado de intercâmbio deve crescer 40%, de acordo com estimativa da Associação Brasileira de Organizações de Viagens Educacionais e Culturais (Belta). Os principais motivos que têm levado os brasileiros a estudar fora do País são uma certa estabilidade da economia no Brasil, o aumento das opções de cursos e a diversidade de informações que podem ser buscadas pela internet, segundo a diretora da Feira de Intercâmbio Eduexpo, Daniela Ronchetti.
Ela comentou que o mercado nunca esteve tão aquecido e hoje os programas não se limitam apenas às classes A e B. Jovens e adultos da classe C já conseguem vivenciar a experiência de estudar fora do Brasil. Segundo Daniela, os cursos de férias são os mais procurados, especialmente os de inglês, que podem ser tanto para adolescentes como para adultos, principalmente em destinos como Estados Unidos, Inglaterra, Canadá e Austrália.
Segundo ela, é possível fazer um curso de inglês no Canadá por um mês por US$ 3 mil incluindo a hospedagem em casa de família, mas sem considerar os gastos com passagens aéreas. Para que os estudantes possam pesquisar mais sobre hospedagem antes de fecharem o contrato, as escolas de intercâmbio disponibilizam bancos de dados sobre as escolas que são credenciadas a estas instituições de ensino.
Antes de optar pela escola, ela recomenda que o aluno verifique se a instituição educacional é credenciada pelo governo do país que pretende escolher para estudar. Além disso, no caso dos intercâmbios de idiomas é interessante escolher escolas com o menor número de brasileiros possível para realmente poder aprimorar os conhecimentos. Em cidades menores, o aluno também tem mais contato com a cultura do país e o custo de vida é mais barato.
Outro tipo de intercâmbio que tem procura, segundo ela, é o de ensino médio com duração de um semestre ou um ano para destinos como Austrália, Nova Zelândia e Canadá. Daniela disse que um intercâmbio deste tipo de um ano no Canadá ou Nova Zelândia incluindo o curso e a alimentação sai a partir de US$ 10 mil. A Sooke Schools do Canadá tem um programa de ensino médio por um semestre por US$ 11 mil no qual o aluno estuda todas as disciplinas.
O Instituto Goethe disponibiliza, por exemplo, intercâmbio de alemão durante um mês por 1.195 euros na alta temporada (julho) ou 1.045 na baixa temporada mais o custo de 400 a 1.000 euros para a hospedagem em casa de família, segundo a coordenadora de cursos da instituição, Dorothee Humker Yazbek.
Ontem, Curitiba recebeu a feira de intercâmbio Eduexpo que teve a participação de expositores de 30 instituições de ensino. Segundo Daniela, a maior parte dos alunos que fazem intercâmbio têm de 18 a 28 anos, mas está crescendo muito a presença no exterior de pessoas da faixa etária acima de 35 anos para cursos de idioma ou especializações.

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Imagem ilustrativa da imagem Número de brasileiros que farão intercâmbio neste ano deve crescer 25%
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