Número de animais confinados deve cair 18,75% este ano
Número de animais confinados
deve cair 18,75% este ano
Guto Rocha
Arquivo
Alimentação alternativa pode reduzir custo do confinamento, diz especialistaO volume de bovinos engordados no sistema de confinamento deve sofrer uma redução este ano da ordem de 18,75%. No ano passado, segundo o consultor de pecuária da FNP Consultoria e Comércio, José Vicente Ferraz, o número de animais confinados este ano deve ficar em torno de 1,3 milhão contra 1,6 milhão confinados no ano passado. Mas por outro lado, teremos um crescimento de animais nos outros sistemas de engorda intensiva (semiconfinamento e engorda em pastagens de inverno), observa Ferraz.
O consultor explica que a redução do número de animais em confinamento este ano se deve principalmente ao alto preço alto da ração. Principalmente por causa da pequena oferta de milho, diz. No entanto, Ferraz afirma que os pecuaristas que adotam o sistema têm possibilidade de substituir o milho na formulação da ração por sorgo, soja e caroço de algodão. O pecuarista precisa buscar formas de administrar melhor o confinamento e obter melhores resultados, comenta. Segundo ele, já existem no mercado softwares (programas de computador) que auxiliam na administração do sistema.
Segundo Ferraz, a tendência é que os sistemas de semiconfinamento e engorda em pastagens de inverno (campos formados com aveia, azevém, tremoço, etc.) ganhem espaço em relação ao confinamento tradicional. No ano passado, afirma Ferraz, o semiconfinamento engordou 1,3 milhão de animais, e nesta estação este número deve ser 23,07% maior, com 1,6 milhão. Já a engorda em pasto de inverno deve crescer 6,06%, ficando em 4,2 milhões contra os 3,96 milhões do ano passado.
O consultor explica que este comportamento se deve à pequena rentabilidade que o sistema de confinamento proporciona em relação ao investimento exigido pelo sistema. No confinamento pleno o pecuarista precisa produzir em escala (pelo menos 1,5 animal) para obter uma margem bruta bastante modesta, na ordem de 5% a 6% por animal, observa. Já no semiconfinamento, comenta o consultor, os investimentos são menores. Basta colocar um cocho no pasto e fazer complementação alimentar, afirma.





