Estudo feito pela Chiusoli Pesquisas para o Sebrae mostra que visitantes que vieram para seis eventos realizados em Londrina em 2014 deixaram R$ 34 milhões na cidade. No vestibular da Universidade Estadual de Londrina (UEL), cada estudante de fora gastou em média R$ 66 por dia em hotelaria, transporte e alimentação. Já os turistas da ExpoLondrina gastaram por volta de R$ 300 com os mesmos serviços. O Núcleo de Turismo de Londrina acredita que a atividade tem potencial para dinamizar a economia do Município e trabalha para trazer mais gente para cá.
Formado pela Associação de Bares e Restaurantes (Abrasel), Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil), Instituto de Desenvolvimento de Londrina (Codel), Londrina Convention Bureau, Sebrae e Unopar, o núcleo, que se reúne uma vez por semana há cinco anos, pleiteia a aprovação do Fundo Municipal do Turismo para poder expandir suas atividades.
Segundo o presidente do Londrina Convention, Arnaldo Falanca, o projeto que cria o fundo está há um ano e três meses parado em algum canto da Prefeitura. "Já tivemos duas reuniões com o prefeito (Alexandre Kireeff). Ele se colocou à disposição para aprovar o fundo, mas não sai. Infelizmente, o Poder Público não enxerga o turismo como negócio para Londrina", reclama.
O Núcleo não tem recursos para as despesas mais simples. Toda vez que precisam viajar para divulgar Londrina em outras cidades, seus represantes têm de "passar o chapéu" para conseguir imprimir folderes ou outro tipo de material. "Ou então a gente tem de levar um material de cada projeto de turismo. Não existe nada que mostre Londrina como um todo", conta a diretora executiva do Londrina Convention Bureau, Miryan Alves.
O diretor de Turismo da Codel, Altemir Lopes, estima que o fundo, a ser gerido pelo Conselho Municipal de Turismo, poderia arrecadar até R$ 1 milhão por ano. E o Município não teria de aportar nenhum centavo nele. A proposta é que o dinheiro venha de contribuições das pessoas que participam de eventos na cidade. "Uma pequena porcentagem da inscrição ou do ingresso iria para o fundo", conta.
Essa contribuição, conforme explica a diretora do Londrina Convention, seria espontânea. A forma detalhada de como o sistema funcionaria não está no projeto. "Será preciso fazer uma regulamentação após", afirma.
Presidente da Codel, Bruno Veronesi admite que a tramitação do projeto demorou na Prefeitura. Ele conta que a proposta está na Secretaria de Governo para acertos finais e que será enviada "em breve" à Câmara Municipal. "Demorou porque se trata de um fundo atípico (sem participação do Município). Foi para a Procuradoria, voltou para o prefeito para que algumas dúvidas fossem sanadas, voltou para a Procuradoria", ressalta. Veronesi lembra que, há 15 anos, quando era presidente do Londrina Convention, já reivindicava a aprovação do fundo ao então secretário da Fazenda, Paulo Bernardo.

Imagem ilustrativa da imagem Núcleo de Turismo cobre aprovação de fundo municipal
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