Nubank libera cartão de débito e saques
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quinta-feira, 15 de agosto de 2019
Bruno Romani 
"É um movimento para tornar o Nubank uma conta mais completa", disse ao
Vitor Olivier, vice-presidente de consumo do Nubank. "Com débito, crédito pessoal e programa de recompensas, temos uma proposta de valor para que as pessoas saiam dos bancos tradicionais".
Com custo.O cartão permitirá também saques nos terminais da Rede 24 Horas ao custo de R$ 6,50 cada. De acordo com a companhia, esse valor corresponde ao custo que ela tem para utilizar a infraestrutura dos caixas eletrônicos e para manter a operação relacionada aos saques. A estratégia é diferente da adotada por rivais digitais - como o recém-lançado C6 Bank, que não cobra pelo acesso ao dinheiro vivo. "O mundo físico é bem difícil e caro", disse Olivier. "Nossa prioridade é digital, mas sabemos que o saque ainda é importante." Sobre o número de clientes que devem procurar a opção débito, ele diz que não há meta definida. A instituição, porém, está preparada para uma demanda alta. A NuConta tem hoje 8 milhões de clientes, 5 milhões dos quais aderiram após o anúncio da função débito. Os serviços estarão disponíveis também a novos clientes, que podem pedir o cartão ao criar a conta. "Aprendemos em duas frentes com os testes: a de usuário e a de tecnologia", diz. "Um cartão de débito tem de ter consistência e garantir um bom nível de funcionamento num alto grau de escala." O cartão de débito só não estará disponível aos clientes com contas pessoa jurídica. "As contas de empresas estão num momento parecido com o da NuConta um ano e meio atrás", afirma Olivier. "O débito está no radar para as contas jurídicas, mas ainda não é o momento (para o lançamento)."
O Nubank tem caminhado para se tornar um banco tradicional. Nos últimos meses, a startup anunciou o fim da lista de espera para a emissão do cartão de crédito, abriu opções de investimento e criou a conta para empresas. Em julho, a empresa se tornou a primeira startup brasileira de capital fechado a atingir valor de mercado de R$ 10 bilhões. A companhia recebeu o aporte de US$ 400 milhões do fundo americano TCV. As informações são do jornal
O Estado de S. Paulo.

