Novos terminais aumentam competitividade do porto
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segunda-feira, 09 de março de 2009
Carolina Gabardo Belo<br> Equipe da Folha 
Curitiba - As operações experimentais do novo terminal de fertilizantes do Porto de Paranaguá começam em 30 dias. O período de testes vai compreender uma época de baixa demanda devido ao estoque do material no País e deixará o porto apto para o forte retorno das importações, estimado para o mês de maio. O terminal de automóveis já está em funcionamento.
As inovações, mesmo realizadas durante um período marcado pela crise econômica mundial, favorecem o atendimento a novos investidores e qualifica o atendimento à demanda dessas cargas. Os terminais agilizam o processo de escoamento de fertilizantes e aumenta em 18% a capacidade de acomodação dos veículos de importação e exportação. Estamos preparados para o crescimento, para o mercado internacional. Vamos retomar os níveis de atividade, aptos a conquistar o mercado com produtividade e eficiência, afirma o superintendente do Porto de Paranaguá, Daniel Lucio Oliveira de Souza.
Setenta e cinco porcento dos fertilizantes utilizados no Brasil são procedentes da importação e metade deste volume chega pelo Porto de Paranaguá. No último ano, a importação do produto teve queda de 25% em relação a 2007, devido à crise financeira internacional, em que o preço do produto caiu no mercado externo. A demanda nacional dos fertilizantes é de 25 mil toneladas e ainda há o estoque de aproximadamente cinco toneladas em armazéns e terminais. O cenário não desanima a administração portuária, pois o início da safra irá consumir o material estocado e abrir novamente a demanda pelos fertilizantes.
Para o superintendente do porto, o novo terminal possibilita reflexos na agricultura. A cadeia logística beneficia em escala quem utiliza o insumo. Se os insumos chegam no campo com menor custo, aumentam os recursos para a agricultura e a competitividade dos produtos no mercado externo, analisa.
A instalação vai garantir o trabalho contínuo de vazão dos fertilizantes que chegam ao porto sulfatos, potássios e nutrientes utilizados na agricultura e reduz em um quarto o tempo de escoamento da carga. Ao invés de acomodados nos caminhões, os fertilizantes serão pesados e transportados para uma esteira com capacidade de mil toneladas por hora.


