Diante de um quadro desfavorável, o Copom reviu para cima as suas projeções de reajustes para este ano e pediu ajuda à população, sugerindo que as pessoas reajam contra a inflação. ''A experiência brasileira evidencia também como tem sido importante o empenho da sociedade para a manutenção da estabilidade de preços.''
No caso da gasolina, o aumento para o ano esperado pelos diretores em apenas 0,2% no mês passado pulou para 8%. Já o botijão de gás, em vez de queda de 1,6%, como previam os técnicos do BC, deverá registrar alta de 6,4%. Esses dois aumentos anularam integralmente a melhora projetada para a energia elétrica, que deverá subir 27,1% este ano, e não mais 30,3%.
''Considerando todos os itens administrados por contratos e monitorados, com peso de 27,9% no IPCA de janeiro, projeta-se aumento de 15,9% para 2003, dos quais 3,8% já ocorreram em janeiro'', avaliam os diretores do BC. Em janeiro, a projeção era de aumento de 14% em 2003.
Apesar de ter revisado a previsão de reajuste desses preços, os diretores não elevaram a meta ajustada de inflação que orienta a política de juros do BC. Na carta aberta encaminhada ao ministro da Fazenda, Antônio Palocci, no início do ano, o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, afirmou que essa meta ajustada, fixada inicialmente em 8,5% para este ano, ''poderá ser alterada, à medida que ocorram novas estimativas para o efeito primário do choque dos preços administrados por contrato e monitorados''.