O diretor executivo da Confederação Nacional do Transporte (CNT), Bruno Batista, lamenta o fato de nenhum dos projetos de ferrovias previstos nos programas nacionais de logística, PIL 1 e PIL 2, terem saído do papel. De acordo com ele, não há expectativa de que seja feita sequer uma licitação para obras em 2016. "Se fosse possível começar um projeto em 2017, ele ficaria pronto lá por 2024", estima. Ao todo, são 19 obras previstas nos dois programas. "Este atraso é muito prejudicial ao País", declara.
De acordo com a CNT, a malha ferroviária brasileira compreende 28.176 quilômetros. Em nove anos (de 2006 para 2014), o setor público investiu R$ 12,93 bilhões na expansão da malha e na solução de entraves – média anual de R$ 1,44 bilhão. O valor representa 67,5% do total de
R$ 19,16 bilhões autorizados.
Nesse mesmo período, segundo a confederação, o investimento do setor privado nas ferrovias foi quase o triplo, R$ 33,51 bilhões – em infraestrutura, material rodante, sinalização telecomunicações, oficinas, capacitação, entre outros. Desde o início das concessões até 2014, as concessionárias pagaram cerca de R$ 8,0 bilhões pelas outorgas e arrendamentos.
A assessoria da América Latina Logística (ALL) informou que vai investir R$ 2,1 bilhões na malha Sul até 2020. Desse total, R$ 818 milhões contemplam substituição ou reforma de locomotivas, vagões e recuperação de vias. (N.B.)

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