Novos limites para teor de água no frango
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quarta-feira, 08 de dezembro de 2010
Agência Estado 
Brasília - A Secretaria de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura publicou ontem instrução normativa no Diário Oficial da União (DOU) para estabelecer parâmetros de teor total de água contida em cortes de frangos resfriados e congelados Os novos limites entraram em vigor ontem
Nos cortes de peito e meio peito, a umidade permitida é de 67,16% a 75,40% Os limites de proteína são de 17,81% a 22,05% e a relação umidade/proteína deve ser de 3,28 a 3,92 No caso de peito de frango sem pele, a umidade deve ser de 73,36% a 75,84% e o porcentual de proteína, de 21,05% a 24,37%, com relação umidade/proteína de 3,03 a 3,55 Para as coxas de frango, a Secretaria estabeleceu níveis de umidade de 65,33% a 72,69%, enquanto os parâmetros de proteína devem ser de 14,40% a 17,96%, com relação umidade/proteína de 3,83 a 4,71
Segundo o DOU, a sobrecoxa de frango deve ter umidade de 61,09% a 70,97% e de 13,50% a 18,18% de proteína - a relação umidade/proteína deve ser de 3,64 a 4,72 No caso de coxa com sobrecoxa, a umidade deve ser de 62,82% a 70,70% e proteína de 14,36% a 18,08% A relação umidade/proteína nestes cortes deve ser de 3,59 a 4,67
Setor aprova metodologia
O diretor de produção e técnico científico da União Brasileira de Avicultura (Ubabef), Ariel Mendes, disse que a adoção de novos parâmetros para determinar a quantidade de água nos cortes de frango resfriados e congelados, estabelecidos ontem pelo Ministério da Agricultura, estão corretos e facilitarão a fiscalização contra possíveis fraudes no peso ''O setor enxerga com bons olhos esses novos limites, já que são baseados em uma nova metodologia que é mais científica, mais confiável, muito mais segura e que é aceita pelo mundo inteiro É um avanço'', disse o executivo à Agência Estado ''Ao mesmo tempo facilitará a fiscalização do Ministério e evitará fraudes'', completou
Segundo ele, os critérios para os limites de água nas aves congeladas e resfriadas eram estabelecidos pela metodologia do descongelamento ''O setor de produção sempre contestou esse tipo de análise, porque acreditávamos que era muito empírico Pegava-se a carcaça e deixava derreter a água, mas a temperatura e tempo variavam muito'', explica Mendes ''Já com esse novo padrão laboratorial, que é muito bom para as empresas tanto para o mercado interno quanto externo, consideram-se as proteínas e umidade e a relação entre os dois elementos'', declarou
Mendes disse que em março o Ministério já havia estabelecidos novos limites de teor de água para cortes como peito e peito desossado e ontem ampliou para coxas, sobrecoxas e peças inteiras de coxas e sobrecoxas ''Até o início do ano que vem deverão ser publicados os parâmetros para carcaça inteira e miúdos'', afirmou


