Novos investimentos geram 360 novos empregos no PR
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quarta-feira, 18 de setembro de 2002
Da Redação 
Curitiba Mais dois protocolos de intenção para novos investimentos industriais foram assinados ontem no Paraná. O primeiro prevê a ampliação da Fármaco Indústria Farmacêutica, em Toledo. O segundo é da empresa alemã BHS Corrugated South América, que pretende implantar uma fábrica de rolos corrugados para indústrias de papel, papelão e celulose, na Cidade Industrial de Curitiba (CIC).
Juntos, os dois empreendimentos representam um investimento de R$ 13,3 milhões. A Fármaco deve investir na sua ampliação R$ 6,7 milhões e vai gerar 340 novos empregos. Já a indústria alemã deve investir no Estado R$ 6,6 milhões, criando com isso 23 empregos diretos.
Os protocolos foram assinados pelo secretário da Indústria e Comércio, Ramiro Wahrhaftig, e pelos diretores das empresas. Os empreendimentos enquadram-se no Programa de Desenvolvimento Econômico do Paraná (Prodepar) e, portanto, as duas empresas poderão postergar o pagamento do Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) por até 48 meses, usando o dinheiro para fortalecer a atividade produtiva. Ao final deste período, recolherão o imposto, pagando correção monetária.
A BHS Corrugated South America tem sede na Baviera e já possui uma fábrica nos Estados Unidos. Segundo seu diretor, Carlos Decker Neto, a unidade da CIC será a primeira do grupo na América Latina. Atualmente, a BHS tem apenas um escritório comercial na CIC e começará a produzir em janeiro, numa área construída de 1,5 mil metros quadrados. ''Nosso objetivo é ofertar cilindros de aço para o mercado nacional e toda América Latina'', disse Decker.
A produção prevista é de 96 pares de rolos corrugadores no primeiro ano (2003), 120 pares em 2004, chegando a 160 pares em 2005. A empresa deverá faturar R$ 4,8 milhões no primeiro ano de atividade, passando depois para R$ 7,2 milhões e R$ 9,6 milhões em 2005.
A Fármaco Indústria Farmacêutica, segundo seus diretores Celso Augustinho Prati e Carmen Donaduzzi, produz atualmente 29 medicamentos genéricos entre analgésicos, antibióticos e remédios de uso tópico e cerca de 40 similares. A produção é vendida em todo o País. Outros 100 produtos estão sendo pesquisados para entrar em sua linha de fabricação. O faturamento previsto para este ano é de R$ 14 milhões, que deve atingir R$ 20 milhões em 2003 com o plano de expansão.
''Fomos a terceira empresa do País a receber do Ministério da Saúde a equivalência farmacêutica, o que confirma o rigoroso controle de qualidade para a fabricação dos remédios'', disse Carmen.


