Novos empregos na construção se concentram na baixa renda
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quinta-feira, 12 de maio de 2011
Folhapress 
São Paulo - O saldo positivo entre trabalhadores contratados e dispensados no setor da construção civil tem sido sustentado por quem ganha menos, segundo pesquisa divulgada ontem pelo Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese).
A faixa que engloba quem recebe até dois salários mínimos teve 325.611 mais admissões do que desligamentos em 2010. Acima desse patamar, o movimento se inverte, com o fechamento de 70.375 postos, o que reduziu o total para um saldo positivo de 254.178 novas vagas, incluindo na conta os dados com renda ignorada.
O mesmo já havia acontecido em 2009, mostrando que, apesar da exigência de maior escolaridade, o rendimento no setor ainda continua baixo, mesmo com a grande demanda por mão de obra no país. ''Se olharmos uma série histórica mais longa, vamos ver que esse não é um fenômeno de 2009 e 2010 na construção civil. E isso acontece em outras atividades também. Algumas com mais intensidade porque tem a ver com a estrutura salarial do setor'', afirmou José Silvestre Prado de Oliveira, coordenador de relações sindicais do Dieese.
O presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (Cbic), Paulo Safady Simão, destacou que em março, na comparação com o mesmo mês no ano passado, o Custo Unitário Básico (CUB) por metro quadrado de construção registrou variação de 6,87% na média nacional puxado pela mão de obra (9,63%).


