Além de debater a participação do profissional de RH nas decisões estratégicas de negócios das empresas, o VII Congresso Norte Paranaense de Recursos Humanos (Conoparh) quer discutir o ''apagão profissional'' que está em curso no atual mercado de trabalho. O evento começa hoje e vai até a próxima sexta-feira na Faculdade Pitágoras. ''É necessário que as universidades, escolas técnicas, empresariado e governo discutam formas para preparar profissionais adequados para o atual mercado de trabalho. Evitando com isso, o apagão profissional'', declara Kátia Marcos Gomes, presidente da Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH).
A participação no plano estratégico da empresa, segundo Kátia, visa fazer com que o profissional de RH possa avaliar qual o funcionário adequado para que a empresa atinja seus objetivos comerciais. O tema do Conoparh este ano é ''Recursos Humanos Urgente: Para além do Foco Tradicional''. Por outro lado, a representante dos profissionais de RH lembra que outro entrave tem sido encontrar no mercado de trabalho profissionais com formação adequada para o novo momento econômico que o País e o mundo atravessa.
Kátia lembra que, antigamente, os RHs se limitavam em recrutar, selecionar, treinar, avaliar pessoas, além de analisar o desemprenho funcional, se ocupando com a administração da folha de pagamento, segurança no trabalho e saúde do funcionário. ''Agora, os profissionais de RH necessitam estar discutindo o negócio da empresa'', explica.
Segundo ela, o empresariado, historicamente, sempre teve a visão voltada para sua marca, para a atualização tecnológica e investimentos na estrutura de seu negócio. ''O empresário teve o foco pouco voltado para o desenvolvimento profissional das pessoas'', destaca Kátia. Na contramão dos empresários, segundo ela, estavam os profissionais de RH, que priorizavam a pessoa e pouco ou nada sabiam do negócio da empresa para o qual trabalhavam.
Além deste aspecto, Kátia lembra que as universidades e escolas técnicas não vêm acompanhando as necessidades do mercado de trabalho em expansão. Segundo ela, a formação nestes centros de ensino deixam a desejar, fazendo com que as empresas tenham que desenvolver programas internos de formação para adequar seus profissionais aos negócios da empresa. ''Os RHs tem feito o papel de formar profissionais'', destaca.
''A academia (escolas técnicas e universidades) precisa se aproximar da realidade econômica local, no sentido de evitar o apagão profissional'', alerta. Segundo ela, está cada vez mais difícil encontrar no mercado profissionais para exercer funções estratégicas nas empresas e até mesmo funções consideradas de pouca complexidade. ''A formação está aquém das necessidades das empresas'', pontua.
Para ela, a única saída, no sentido de se evitar o apagão profissional, é o envolvimento dos centros de excelência, do empresariado e dos profissionais de RH num projeto que vise capacitar pessoas para o novo mercado de trabalho. ''Temos uma mão-de-obra pouco qualificada'', sintetiza.

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