Dados da Comissão Pastoral da Terra apontam que houve no Paraná uma redução da violência no campo nos últimos anos. Segundo a entidade, entre janeiro e setembro de 2011 foram registrados cinco conflitos, que envolveram 519 pessoas. No mesmo intervalo de 2010, ocorreram 37 conflitos com 4.369 envolvidos.

Em ambos os períodos, não houve casos de assassinatos. A relativa paz, segundo o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), seria fruto da atuação do órgão no Estado. A Federação da Agricultura do Estado do Paraná (Faep) concordou que os ânimos estão mais calmos, mas argumentou que ''não se pode criar falsas esperanças''.

Levantamento exclusivo que o Incra fez para a FOLHA mostra que entre 2003 e 2011 foram criados 53 assentamentos em todo o Estado. No total, 7,853 mil famílias de agricultores foram assentadas em mais de 103,4 mil hectares de terras destinados à reforma agrária.

O superintendente do Incra no Paraná, Newton Bezerra Guedes, lembrou que em 2003 havia cerca de 15 mil famílias acampadas em péssimas condições em várias regiões. ''A tensão, à época, era muito grande. Só em 2003, foram 35 ocupações e mais de 150 áreas estavam ocupadas'', apontou.

Guedes destacou que além dos assentamentos, foi intensificada a fiscalização e o trabalho de desenvolvimento da produtividade nestas áreas. ''Todos os assentamentos têm assistência técnica, feita por 180 técnicos. Implementamos programas de formação e capacitação'', reforçou, completando que também são desenvolvidos programas de agroindustrialização.

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