Novo site quer agilizar comercialização de café
PUBLICAÇÃO
sábado, 19 de agosto de 2000
Agência Estado 
A comercialização direta de café através da Internet ainda não decolou. O principal entrave, ao que tudo indica, é a necessidade de conferir as características da mercadoria antes de efetuar a venda. Para isso, os compradores contam com os certificadores das amostras dos lotes em oferta, serviço oferecido pelas corretoras de mercado tradicionais.
Mesmo assim, aos poucos, o mercado começa a testar formas de comércio que, no futuro, poderão culminar na compra e venda virtual. Por enquanto, o computador serve apenas como um meio para aproximar compradores de vendedores e vice-versa. É o que pretende o site Cafesall.com.br, que entrará em operação no dia 14 de setembro.
Com investimento de US$ 1 milhão e uma parceria entre argentinos, brasileiros e norte-americanos os nomes dos grupos ainda são mantidos em sigilo o Cafesall aposta em um retorno financeiro no prazo de cinco anos. Embora o projeto esteja sendo planejado e executado há três anos, não há uma meta inicial de negócios. Os contatos, contudo, já estão sendo feitos. O site terá também notícias, cotações, informações sobre frete e logística.
O diretor operacional, Eric Miranda Abreu, explica que estão sendo fechados contratos de intenção com cooperativas e associações para garantir tanto a presença de vendedores como compradores nessa primeira fase do negócio.
Para suprir a falta de contato com os grãos, típica do mundo virtual, o site terá um escritório montado em Varginha, no sul de Minas Gerais, para onde deverão ser enviadas as amostras do café que será ofertado na Internet. Vendedores e compradores farão um pré-cadastramento no site. O cadastro será verificado e, aprovado, o interessado recebe uma senha de acesso. Só após é que o vendedor poderá colocará no site sua oferta, descrevendo em detalhes o café que pretende vender.
Um vantagem apontada pelo diretor operacional é o custo. O teto máximo a ser cobrado pela transação fechada através da rede será de 0,4% sobre o valor da operação, ante os 0,5% cobrados em média pelas corretoras.
As corretoras, porém, não estão convencidas dos benefícios do comércio virtual de café. Segundo elas, o diferencial no mercado de café, ao contrário do de grãos, são as características do produto, que acaba por exigir que a conferência seja visual. Para elas o sistema de Bolsas é padronizado, estruturado e enxuto, com baixo custo para o café commodity.


