Um novo sistema de controle sanitário da produção agropecuária começa a ser implantado pelo ministério da Agricultura. A primeira linha a ser beneficiada é a de produção de origem animal, onde o controle de qualidade será feito em todas as fases da cadeia produtiva. A finalidade desse sistema é evitar a rejeição dos produtos na fase final de produção, já que as distorções que resultam da contaminação dos produtos poderão ser detectadas no início da cadeia produtiva.
A delegacia regional do ministério da Agricultura realizou ontem, em Curitiba, um seminário que abordou a implantação do sistema de Análise de Perigos e Pontos Críticos de Controle (APPCC), práticas de manufatura e procedimentos de higiene operacional. O controle de qualidade será implantado inicialmente no DIPOA (Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal/SIF), informou Valmir Kowaleski, chefe do Serviço de Inspeção de Produção de Origem Animal do ministério da Agricultura no Paraná.
O controle de qualidade que vai atingir toda a cadeia produtiva deverá ser implantado inicialmente pelos frigoríficos habilitados para exportação. Posteriormente será estendido para os demais estabelecimentos com SIF (Sistema de Inspeção Federal). Segundo Kowaleski, esse sistema está sendo exigido em todos os frigoríficos que exportam carne para os Estados Unidos, desde o ano passado. E será exigido para os estabelecimentos que exportarem para a União Européia a partir do ano 2000.
A implantação desse sistema de controle exige a contratação de uma equipe multidisciplinar de técnicos, que pode ser viabilizada com a contratação de uma consultoria especializada, sugeriu Kowaleski. Isso porque os frigoríficos exportadores vão necessitar dos serviços de médicos veterinários, engenheiros de alimentos, engenheiros químicos, engenheiros mecânicos e outros.

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