São Paulo - O novo SPB (Sistema de Pagamentos Brasileiro) não vai, necessariamente, provocar a migração do cheque para o cartão de débitos ou de crédito, segundo o presidente da Abracheque (Associação Brasileira das Empresas de Informação, Verificação e Garantia de Cheques), Carlos Pastor.
Segundo ele, quem compra com cheque continuará comprando, pois depende desse meio de pagamento e de suas facilidades para adquirir bens de consumo.
Pastor que o cheque pré-datado já é reconhecido legalmente no Brasil como instrumento de crédito, e integra a cultura do consumidor brasileiro. Além disso, 75% das empresas existentes no país são de micro e pequeno porte e dependem do capital de giro fomentado pelo cheque pré-datado.
Ele citou como exemplo os Estados Unidos, onde o cartão de crédito já é utilizado há mais de 50 anos e, mesmo assim, não houve redução nas emissões de cheques.
Segundo o relatório anual do Fed (Federal Reserve, banco central norte-americano), em 2000, o cheque representou 82% dos documentos trocados naquele país, contra cerca de 18% de transações eletrônicas.
Ainda de acordo com o presidente da Abracheque, vale lembrar também que nos EUA 72% da população possui conta corrente, contra 20% no Brasil.
Aceitação
Segundo a Abracheque, mais de 7 milhões de pontos de venda aceitam pagamentos em cheques no país, representando 85% do total movimento por esta forma de pagamento, enquanto que apenas 700 mil pontos estão aptos a receber cartões de crédito.
A associação informou ainda que, nos supermercados, os cheques representam 20,5% do volume de recebimentos, contra apenas 8,5% dos cartões de crédito. Esses dados, de acordo com a Abracheque, são da Abras/Nielsen.

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