Curitiba - A conjuntura econômica desfavorável não deve afetar o cronograma de lançamento do Jockey Plaza Shopping Center, cotado para ser o maior de Curitiba e cuja inauguração está prevista para outubro de 2017, no bairro Tarumã, zona norte da capital. Pelo menos é o que garantem os grupos Tacla, Casteval e Paysage, responsáveis pelo negócio, orçado em R$ 650 milhões. As obras começaram em abril de 2015, três anos após as empresas efetuarem a compra de R$ 22 milhões em títulos do potencial construtivo da Linha Verde, em leilão realizado pela Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa).
"A comercialização está indo de acordo, apesar do contexto difícil para o lojista. A gente espera que a situação vá melhorando no decorrer desse período, já que historicamente nunca houve uma época de crise no Brasil que demorasse mais do que dois anos", afirmou Aníbal Tacla, presidente do Grupo Tacla e sócio majoritário do empreendimento, com 45% de participação. Ele e os executivos das outras duas empresas, que contam com 22,5% da sociedade cada - o Jockey Club do Paraná detém os 10% restantes -, fizeram o lançamento ontem, em um almoço com a imprensa.
Conforme os empresários, não há, atualmente, uma oferta grande de serviços na região. "Não vamos construir porque shopping é um negócio bom, e sim porque existe uma demanda forte de mercado. Esse empreendimento é considerado pelos principais âncoras como o melhor em comercialização no Brasil, ou seja, aquele que tem o maior potencial de renda por metro quadrado das lojas que vão se instalar", argumentou Tacla. O executivo lembrou que o grupo já passou por experiências mais difíceis. "Inauguramos o Palladium em 2008, no meio de uma crise mundial. E o Crystal (ambos em Curitiba) foi construído entre 1992 e 1996. Pegamos o impeachment do (ex-presidente Fernando) Collor e a mudança de três moedas".
O presidente da companhia negou ter enfrentado imbróglios junto à prefeitura, que só concedeu o alvará no início de 2015, quatro anos depois da apresentação do projeto inicial. "Fomos percorrendo os diversos e extenuantes estágios, dentro da burocracia que faz parte da nossa vida. Mas foi o mesmo prazo de aprovação do Palladium", exemplificou. Como contrapartida, os sócios se comprometeram a implementar uma série de medidas compensatórias (chamadas de mitigadoras), de forma a desafogar o trânsito. Entre elas estão a duplicação e a pavimentação da Rua Konrad Adenauer, que dá acesso ao shopping (assim como a Avenida Victor Ferreira do Amaral).

PÚBLICO

Projetado para ter 217 mil metros quadrados de área construída, sendo 60 mil de área bruta locável, o Jockey Plaza contará com 420 lojas, das quais 150 já têm proposta de locação aprovada. Estão neste rol 18 âncoras, 21 megalojas, 28 fast foods e oito restaurantes, além de sete salas de cinema Multiplex Stadium, com capacidade para 1.480 espectadores. A expectativa é gerar 6,2 mil empregos diretos e receber 1,2 milhão de visitantes por mês, o equivalente a três quartos da população curitibana.
De acordo com Aníbal Tacla, o público majoritário serão as classes A/B (em torno de 52% dos clientes) e C (aproximadamente 37%). A estimativa leva em conta a área de influência – pessoas que conseguem chegar em até cinco minutos de carro – e o mix de lojas. "Se essas duas questões estiverem de acordo, a gente tem o melhor resultado", explicou. Como se trata de um mega shopping, com grandes lojas de departamento confirmadas, caso da C&A, da Renner e da Riachuelo, a tendência é de que haja frequentadores de diferentes perfis de renda.

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