Novo presidente da Volks enfrentará sindicalistas
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segunda-feira, 08 de dezembro de 2003
Agência Estado 
São Paulo - O novo presidente da Volkswagen, Hans-Christian Maergner, terá de lidar com um dos mais organizados movimentos sindicais do País. Ele tem fama de ''durão'' por demitir, por justa causa, 1,3 mil funcionários na África do Sul que participaram de uma greve julgada ilegal. Os funcionários de São Bernardo do Campo, no ABC paulista, têm estabilidade até 2006, por causa de um acordo com o diretor mundial de Recursos Humanos da Volks, Peter Hartz, numa ação que culminou com a demissão do antecessor de Paul Fleming, o atual presidente da Fiat italiana, Herbert Demel.
Com esse acordo em mãos, eles não aceitaram, inicialmente, o projeto Autovisão, a empresa que ajudaria a recolocar no mercado 4 mil empregados considerados excedentes, 1.923 deles do ABC. Foram cinco meses de negociações que desgastaram a gestão Fleming. Pelo menos 1,3 mil trabalhadores já se inscreveram em um programa de demissão voluntária e preferem sair da empresa, com um pacote de benefícios, a aderir à Autovisão, que pode nem sair do papel.
A queda-de-braço travada nos últimos meses entre trabalhadores e empresa teve mais um round na semana passada. A Volks anunciou que neste Natal não entregará brinquedos aos filhos dos funcionários, uma tradição de 50 anos. ''É uma atitude mesquinha'', diz o coordenador da Comissão, Wagner Santana. A empresa alega que a medida faz parte do processo de corte de custos.


