''Não importa os problemas do passado, mas as ações que vamos desenvolver daqui para a frente.'' É assim que o presidente da Sercomtel, Marcelo Cortez, responde quando questionado sobre o troca-troca no comando da telefônica municipal. Tendo tomado posse dia 28 de junho, ele é o quarto a assumir o cargo durante o mandato do prefeito Barbosa Neto (PDT).
O primeiro indicado pelo prefeito, em abril de 2009, foi o empresário Fernando Kireeff, que ficou no cargo até agosto de 2011, quando pediu demissão. Kireeff foi substituído pelo jornalista Roberto Coutinho, que permaneceu na função até 16 de maio deste ano, quando foi afastado pela Justiça, supostamente por estar envolvido em esquena de pagamento de propina a vereador. No lugar do jornalista, entrou o funcionário de carreira da empresa, Régis Tavares, que pediu demissão um mês depois.
O novo presidente, que é indicado pelo Município (sócio majoritário da Sercomtel), reuniu a imprensa ontem para divulgar a nova logomarca da empresa (leia mais nesta página). A vice-presidente Eloíza Pinheiro, indicada pelo sócio minoritário, a Copel, também participou do evento, junto com outros diretores da companhia.
Advogado, ex-presidente da Companhia de Habitação (Cohab) e ex-diretor Jurídico da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), Cortez afirma que o momento é de ''trazer tranquilidade para o quadro da empresa e dar andamento aos projetos''. ''O que importa é estarmos coesos para sobreviver num mercado competitivo'', diz.
Ele afirma que a Sercomtel, sendo a única operadora de telecomunicações pública do Brasil, conta com um quadro de pessoal ''qualificado'' para enfrentar a forte concorrência no setor. ''Este é nosso diferencial'', acredita.
O presidente procura minimizar as desvantagens da telefônica em relação à concorrência. Uma delas é a dificuldade em fazer propaganda, já que a licitação para contratar uma agência está sendo questionada na Justiça. Outra é o fato de que a empresa precisa abrir licitações toda vez que vai investir em equipamentos e serviços, o que a torna bem mais lenta que as companhias privadas. ''Nós conseguimos competir até agora e vamos continuar. A Sercomtel é uma marca forte em todo Paraná e está em processo de expansão'', justifica.
Sobre os prejuízos que a companhia vem apresentando nos últimos anos, ele afirma que o fato está relacionado à necessidade de realizar investimentos constantes, o que pode levar a um ''desconforto de caixa''. ''Mas certamente trará receitas lá na frente'', declara.

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