Novo plano aeroviário ensaia decolagem
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domingo, 03 de julho de 2011
Carolina Avansini <br> <br> Reportagem Local 
A construção de quatro novos aeroportos no Paraná e a ampliação do terminal de Maringá são os principais pontos que a Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística deve privilegiar na atualização do Plano Aeroviário do Estado. O último plano, feito no final dos anos 1980, expirou em 2009 e não foi rediscutido. Nesta semana, o governo do Estado sinalizou a possibilidade de contratar empresa especializada para fazer a revisão do documento e, dessa forma, modernizar o gerenciamento dos aeroportos estaduais.
Os novos terminais, conforme informou o chefe do departamento Hidro-Aéreo-Ferroviário da secretaria, Germano Valença, devem ser construídos na região Oeste, entre Cascavel e Toledo, em Campo Mourão (Noroeste), na região Sudoeste (Pato Branco ou Francisco Beltrão) e em Londrina (Norte), que tem projeto para um aeroporto de cargas no distrito de São Luiz, na Zona Sul. Os novos empreendimentos regionais serão projetados com possibilidade de expansão, em áreas próximas à Zona Urbana. Já os aeródromos de pequeno porte funcionarão como ''alimentadores''.
A empresa consultada para revisar o Plano Aeroviário do Paraná é a Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip) Instituto Nacional de Desenvolvimento Espacial e Aeronáutico (Idea). Conforme seu diretor vice-presidente, Alisson Vieira de Vasconcelos, o trabalho deve analisar o impacto do desenvolvimento socioeconômico regional e do transporte aéreo no Sistema Estadual de Aeroportos, para reavaliar a sua estrutura e classificação e, ainda, redefinir a rede de aeroportos públicos de interesse estadual, assim como suas respectivas diretrizes de desenvolvimento.
O estudo é o documento oficial que possibilita obtenção de recursos oriundos do Programa Federal de Auxílios a Aeroportos (Profaa), cujo objetivo é o financiamento do desenvolvimento de aeroportos de interesse estadual. ''Além disso, o plano aeroviário permite o uso planejado dos recursos públicos investidos pelo Estado no desenvolvimento aeroportuário.''
Estarão contidos no relatório a análise socioeconômica de todos os municípios do Estado e da infraestrutura aeroportuária existente; definição da rede de aeródromos de interesse do Estado; e identificação e priorização de investimentos nos aeródromos que compõem a referida rede, nos horizontes de cinco, dez e vinte anos. Atualmente o Estado tem 40 aeroportos públicos, sendo quatro gerenciados pela Infraero: Afonso Pena, Bacacheri, Londrina e Foz do Iguaçu. Há também 61 pistas privadas.
Necessidades operacionais
De acordo com levantamento da Secretaria, as necessidades operacionais do aeroporto de São José dos Pinhais são a nova pista com 3,4 mil metros, ampliação do terminal de passageiros, do pátio de aeronaves e do terminal de cargas, e mais a instalação do equipamento ILS-3. Para Foz do Iguaçu está prevista a ampliação do terminal de passageiros.
A necessidade de Londrina é a ampliação da pista de 2,2 mil para 2,8 mil metros. Em Maringá, as reivindicações são a ampliação da pista de 2,1 mil para 3,9 mil metros, do terminal de passageiros, do pátio de aeronaves e do terminal de cargas. Para Ponta Grossa, Cianorte e Castro, os estudos indicam a recuperação de sinalização luminosa. Guarapuava precisa de cerca e sinalização. Umuarama, Guaratuba, Paranaguá, Marechal Cândido Rondon, Paranavaí, Cornélio Procópio, Palmas, Renascença, Loanda e Palotina são os aeroportos que precisam de recuperação asfáltica. No Aeroporto de Cascavel, começam ainda este mês as obras de alargamento da pista de 30 metros para 45 metros e de ampliação dos atuais 1.615 metros para 1,8 mil metros. Só o capeamento asfáltico da pista deve custar R$ 1,57 milhão, pagos com recursos do Município e da parceria com o DER.


