Curitiba - A categoria dos trabalhadores domésticos está "envelhecendo" no Brasil e encontrar uma empregada mensalista ou diarista é uma tarefa cada vez mais difícil. Metade das domésticas no País tem mais de 40 anos e ainda possui baixa escolaridade, limitada ao ensino fundamental incompleto em quase 49% dos casos.
Com a escassez de mão de obra, já que o número de domésticas diminuiu 9% entre 2009 e 2011, estes serviços têm ficado cada vez mais caros. Só entre os anos de 2004 e 2011, houve um aumento de 46% no rendimento médio destes trabalhadores. Os dados fazem parte do "Emprego Doméstico no Brasil", realizado pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).
Para o professor do curso de Economia da PUC-PR, Carlos Magno Bittencourt, a categoria de domésticas hoje é formada por pessoas principalmente acima de 40 anos porque, com o nível de emprego elevado, os jovens não querem entrar nesta área, já que o mercado está oferecendo outras possibilidades em funções como vendedores, operadores de telemarketing e serviços de estética e telecomunicações.
Para a professora do curso técnico de Recursos Humanos e Secretariado do TECPUC, Tatiana Borges de Oliveira, com a nova legislação que regulamenta a profissão, vai-se resgatar um pouco desta atividade que estava quase se extinguindo. "Antes disso, estes trabalhadores tinham os seus direitos limitados, por isso, este mercado estava sendo pouco procurado", diz.
A doméstica mensalista Vilmara Ribeiro, de 51 anos, cursou até o 9º ano do ensino fundamental, e começou trabalhando na casa de amigos dos pais dela. "Prefiro trabalhar como mensalista porque oferece mais segurança e direitos", diz.

Em 2004, 27,2% desses profissionais eram mulheres de 30 a 39 anos. Já em 2011, a maior parte estava na faixa etária de 40 a 49 anos (28,5%)

Segundo o estudo, a mudança também pode ser explicada pelo aumento do nível de escolaridade dos jovens, que podem buscar ocupações mais valorizadas e com melhores remunerações

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