Se um dos significados da palavra consórcio é o agrupamento de empresas com operações em comum, então por que não formar um consórcio de consórcios? Foi através de uma conversa de Rodolfo Montosa com a administradora Rodobens, há alguns anos, que surgiu a ideia de, primeiramente, unir as duas forças. ''Associando as empresas, é possível trocar melhores práticas, racionalizar custos, ampliar a força de vendas, aumentar a velocidade de formação dos grupos, atender créditos mais elevados e economizar em operações que fazemos em duplicidade'', elenca ele.
Foram feitos diversos estudos e ficou concluído que se fosse bom para o Consórcio União e a Rodobens, seria interessante também para outras administradoras que quisessem se associar. Foi aí que surgiu a BR Consórcios. As operações começaram em janeiro deste ano e, além das fundadoras, mais cinco empresas já estão associadas depois que os documentos foram oficializados, em dezembro de 2011. São elas: Norpave Consórcios (Londrina), Consórcio Araucária (PR), Centrosul (RS), Consórcio Santa Emília (SP) e Lycar (SP).
Somando forças, a expectativa é fechar 2012 com 85 mil clientes e R$ 1,38 bilhão em ativos administrados. ''Lançamos a ideia e colocamos o projeto para ser aprovado pelo Banco Central (BC). Fomos sabatinados em profundidade por seis analistas. Por ser inovador, é um projeto que também interessa ao BC, que quer as empresas fortalecidas. Tivemos aprovação deles com louvor'', ressalta Montosa, que é diretor geral da BR Consórcios.
O conglomerado agora é líder de mercado, ficando apenas atrás dos bancos. ''No momento, estamos sendo procurados por diversos outros players do mercado que querem se unir a BR Consórcios. É um novo modelo, que está sendo operado aqui de Londrina''. A expectativa da nova empresa é que em cinco anos atinja a impressionante marca de 250 mil clientes ativos. (V.L.)

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