Das agências
  São Paulo - Pelo menos R$ 7,8 bilhões serão injetados na economia brasileira a partir de amanhã, 1º de abril, quando o salário mínimo passa a valer R$ 380. Esse deve ser o último aumento considerável no menor salário pago no país. Como está previsto no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), de 2008 a 2011, o salário será corrigido pela inflação, o que vai representar índices menores de reajuste.
  Esse novo ânimo na economia brasileira refere-se apenas aos contracheques de 20,6 milhões de trabalhadores com carteira assinada, aposentados e pensionistas. Os R$ 30 a mais na renda dessas pessoas, corresponde a um crescimento de 8,6%, índice inferior a correção de 2006 de 16,6% e de 2005, de 15,4%.
  De qualquer forma, o salário mínimo ainda continua não sendo necessário para suprir todas as necessidades de uma família. Com base na cesta básica nacional, para sustento de quatro pessoas por mês, gasta-se R$ 185,37 com alimentação. Colocando o gasto com transporte, cerca de R$ 160, sobra não mais do que R$ 34,00 para gastos com saúde, vestuário, lazer, educação e outros.
  Uma edição extra do Diário Oficial da União com Medida Provisória que reajusta o salário mínimo para R$ 380 foi divulgada ontem. O reajuste foi negociado com as centrais sindicais no final do ano passado. O governo resolveu editar uma MP porque o projeto de lei que reajusta o salário mínimo ainda não foi votado no Congresso Nacional.
  Na mesma edição extra, foi publicada uma mensagem de encaminhamento do Projeto de Lei que regulamenta o piso salarial dos professores brasileiros em R$ 850. O projeto segue nos próximos dias para o Congresso Nacional.

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