Os gastos do governo com o INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) devem crescer em R$ 52,5 bilhões em 2016, alcançando R$ 494,3 bilhões, segundo estimativas da consultoria Tendências. O aumento será puxado principalmente pelo reajuste do salário mínimo anunciado pelo governo na última terça-feira, de R$ 788 em 2015 para R$ 880 em 2016. Segundo a consultoria, só o reajuste provocará um aumento de R$ 37,1 bilhões nas despesas previdenciárias. "A questão é que 70% das aposentadorias e pensões são reajustados pelo mínimo. Outros 30% são reajustados pela inflação do INPC, que no cálculo do governo será de 11,55%", diz Fabio Klein, economista da Tendências. As despesas previdenciárias cresceram de forma constante nos últimos anos. Em 1988, elas representavam 2,5% do PIB do País. Esse número chegou a pouco mais de 7% recentemente. Segundo Klein, o problema é que o avanço das despesas previdenciárias não é acompanhado por mais receitas do governo para cobrir o deficit do INSS, que acumulou R$ 88,86 bilhões de janeiro a novembro deste ano.
O aumento mínimo deve injetar R$ 57 bilhões em renda na economia no ano que vem. São 48,3 milhões de brasileiros com rendimento referenciado ao salário mínimo, segundo estudo do Dieese divulgado na última terça-feira. Desse total de 48,3 milhões de brasileiros, 22,5 milhões são aposentados e pensionistas; 13,5 milhões são empregados com carteira assinada; 8,2 milhões, trabalhadores por conta própria e 3,99 milhões são empregados domésticos.

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