São Paulo – Depois de mais de um ano de espera, nesta sexta-feira, dia 1º de fevereiro, finalmente estréia o chamado Novo Mercado. Trata-se de um novo segmento criado pela Bovespa para a negociação de ações de empresas que se comprometam a adotar práticas de boa governança corporativa, o que inclui mais respeito aos investidores minoritários e fornecimento mais transparente de informações.
A primeira empresa que lançará ações seguindo as novas regras é a CCR (Companhia de Concessões Rodoviárias), que possui o direito de explorar algumas das principais estradas do país, como a via Dutra, que liga São Paulo ao Rio de Janeiro, as rodovias Anhanguera e Bandeirantes, que ligam a cidade de São Paulo a parte do interior do Estado, e a ponte Rio-Niterói, no Rio de Janeiro.
Entre os sócios da empresa estão os grupos Odebrecht, Camargo Corrêa e Andrade Gutierrez, além da companhia portuguesa Brisa, que possui a concessão de algumas estradas na Europa.
Segundo Renato Alves Vale, presidente da CCR, serão colocados à venda 17 milhões de ações, todas ordinárias, como determina o Novo Mercado. Isso representa 20% do capital da empresa. No prazo de três anos, a quantidade de papéis em circulação deverá atingir 25% – esse é o percentual exigido pelo Novo Mercado.
O preço de cada ação vai variar entre R$ 18 e R$ 22. A estimativa, de acordo com Vale, é de que a empresa consiga captar cerca de R$ 340 milhões com a operação. O dinheiro, segundo ele, deverá ser utilizado para expandir o próprio negócio, seja por meio de novas concessões – a empresa já está habilitada a participar de sete novos processos de licitação –, seja comprando concessões de outras empresas.

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