Rio de Janeiro - O grupo formado por técnicos dos governos venezuelano, argentino e brasileiro que discute a construção o gasoduto que vai cruzar os três países, se reunirá na próxima sexta-feira no Rio para a primeira rodada de avaliação dos dados levantados desde o início das discussões sobre o tema. Até o momento, já foram realizadas três reuniões técnicas entre o grupo - uma em cada país - sendo que a última aconteceu ontem no Rio.
Orçado em cerca de US$ 20 bilhões, o gasoduto poderá transportar gás da Venezuela até a Argentina, passando pelo Brasil e pelo Uruguai, com capacidade para levar até 150 milhões de metros cúbicos - ou cinco vezes mais que o Gasoduto Bolívia-Brasil (Gasbol). A expectativa é que as conclusões do trabalho de avaliação do projeto, de 9,283 mil quilômetros, sejam apresentadas em julho para os governos envolvidos decidirem ou não pela sua conclusão.
Apesar de ainda não ter sido definido se os investimentos sairão dos governos federais ou das estatais (Petrobras e PDVSA), a estatal brasileira tem balizado os estudos do Ministério de Minas e Energia e as reuniões têm contado com a presença do diretor da estatal Ildo Sauer, um dos idealizadores da obra.
Na semana passada, Sauer recebeu no Rio representantes da russa OAO Gazprom, que opera alguns dos maiores gasodutos do planeta e poderia contribuir no projeto. A próxima reunião do grupo acontecerá em março, em Caracas, na Venezuela, quando deverá ser iniciada a discussão para a inclusão de representantes do Uruguai, Chile, Paraguai, Bolívia e Peru no grupo.

mockup