Novo fundo de teles dá boa rentabilidade
Uma aplicação financeira relativamente nova, os fundos de ações setoriais de empresas de telecomunicações, está propiciando boa rentabilidade ao investidor. Lançada há pouco mais de um ano no mercado nacional, essa opção começou a chamar a atenção há poucos meses, com a proximidade do leilão de privatização do sistema Telebrás. O BankBoston Asset Management (BAM), o Lloyds Asset Management (LAM) e o Banco Matrix oferecem essa modalidade de fundo de renda variável.
O fundo Boston Telecom, um dos primeiros a ser lançados pelo BAM, em abril de 1997, por exemplo, teve aumento na captação de recursos em julho, por causa do bom desempenho da carteira, que obteve 14% de rentabilidade acima da variação de 3,57% do Índice da Bolsa de Valores de São Paulo (IBovespa), no período de janeiro a julho, diz Júlio Ziegelmann, diretor de renda variável do BAM.
A expectativa de especialistas é que essa modalidade de fundo de renda variável ofereça rentabilidade atraente nos próximos seis meses, dado o potencial de expansão das empresas do setor. Entre 35% e 40% dos recursos desses fundos costumam estar aplicados em papéis de Telebrás e o restante é distribuído entre Telesp fixa e celular, Telerj, Ericsson, Central Rio-Grandense de Telecomunicações (CRT), Telepar fixa e celular, Telemig celular, entre outros.
O valor mínimo de aplicação para pessoas físicas é de R$ 5 mil, no Lloyds Orbital Extra; de R$ 10 mil, no Boston Telecom; e de R 20 mil, no Matrix Telecom. A opção também é oferecida a investidores institucionais (fundos de pensão e fundações) pelo Lloyds Asset Management . Nesse caso, a aplicação inicial mínima no fundo Lloyds Orbital Upper é de R$ 200 mil; o valor mínimo para movimentação é R$ 500,00; a taxa de administração, 1,5% ao ano; e a taxa de performance, 20%, sobre a rentabilidade que exceder a variação do IBovespa.
Os fundos destinados às pessoas físicas também cobram taxa de administração, que é mais alta e varia de 2% a 2,5% ao ano sobre o patrimônio líquido do fundo, além de taxa de performance, apurada quando a aplicação proporciona rentabilidade acima de determinado índice estipulado pelo fundo.





