Cinco dias após ter assumido um posto de gasolina, o empresário Sérgio Senise fala com segurança que está ‘‘adorando’’ o novo ramo. Ele adquiriu o Posto Moringão, na zona central de Londrina, e passou a gerenciar o negócio na última terça-feira.
Senise trabalhava no setor imobiliário e investiu suas economias no novo ramo, que considera ‘‘um excelente comércio’’. O empresário não quis revelar o valor do investimento. Apesar de afirmar que a margem de lucro é pequena – o empresário opera com R$ 0,15 por litro vendido – Senise disse o que posto tem que trabalhar segundo alguns requisitos essenciais: larga escala, boa prestação de serviços e sem limitar-se a gasolina e álcool, comercializando grande variedade de produtos e serviços. ‘‘Também é necessário ter uma boa loja de conveniência, com variedade de mercadorias’’, recomenda.
Ele diz que, somente com o lucro do combustível, é difícil pagar as despesas fixas do posto, como aluguel e salários. ‘‘Vendendo 100 mil litros com margem de lucro de R$ 0,15, o faturamento bruto é de R$ 15 mil. Isso é pouco em relação às despesas fixas do estabelecimento’’, calcula.
‘‘Mas o ramo é rentável se o empresário souber trabalhar direito, embora seja competitivo como qualquer outro. É preciso vender produto de qualidade’’, afirma Senise, completando que a honestidade é muito importante no setor, principalmente com tantas denúncias de adulteração de combustíveis na cidade. O empresário afirma que está gostando de trabalhar com posto porque se relaciona com muitas pessoas durante o dia todo, a exemplo do que fazia no setor imobiliário.(C.L.)

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