Novo controlador admite demissões
O vice-presidente sênior do Itaú, Olavo Bueno Júnior, admitiu ontem a possibilidade de demissões no Banerj depois que a instituição passar definitivamente para seu novo controlador. É muito mais importante tentarmos preservar os empregos de 80% (dos empregados) que enterrar 100% juntos, disse pouco depois do leilão. O próprio sindicato compreende isso. Bueno afirmou, porém, que não há projeto imediato para fechar agências. Segundo ele, poderá até haver novas contratações, se os negócios do Banerj crescerem. O banco tem cerca de 7.500 funcionários. Em 94, eram aproximadamente 12.000.
Há meia hora arrematamos o banco, disse Bueno, eximindo-se de falar sobre o que o Itaú fará em relação à greve que os funcionários do banco privatizado decretaram ontem. Ele prometeu uma transição sem trauma e afirmou que a situação de incorporar outra instituição não é nova. O Itaú cresceu incorporando outros bancos.
Bueno disse que a compra do Banerj é uma demonstração de confiança do Itaú no Estado do Rio de Janeiro e também tentou tranquilizar os clientes. O pessoal do varejo é muito fiel. Se houve fuga de clientes, foi concentrada em alguns pontos, e, com o tempo, eles se sentirão novamente seguros e voltarão.
Antes da compra do Banerj, o Itaú tinha, em todo o Brasil, cerca de 2.000 pontos, entre agências e postos de serviços. As agências incorporadas não alteram a sua posição no ranking, em que ainda é o segundo maior banco privado brasileiro. Sem contar o Banerj, o Itaú tem cerca de 650 agências e postos de serviços no Estado do Rio de Janeiro. O banco privatizado acrescenta a seu comprador outras 193 agências, sendo 27 fora do Estado. O patrimônio líquido do Banco Banerj S/A é de R$ 181,4 milhões.





