O Banco Central reviu sua metodologia de cálculo dos juros bancários e descobriu que as instituições financeiras cobram mais caro do que se supunha nas operações de crédito a pessoas físicas.
Os juros médios anuais em empréstimos a pessoas físicas são de 76,5%, segundo a pesquisa de junho, pouco acima dos 74,1% captados pelo levantamento feito em maio pelo BC, que usou a metodologia antiga. A elevação média parece pequena, mas a diferença é bem maior quando algumas operações são vistas isoladamente.
Pela nova metodologia, o BC descobriu que os juros anuais do cheque especial estão em 162,5%, bem maiores que os 140,9% anuais captados em maio pelo levantamento feito com a metodologia anterior.
A nova metodologia mostra que os juros cobrados pelos bancos das empresas são menores do que se achava. A taxa média verificada é 38,5% anuais em junho (44,4% da metodologia velha).
As taxas estão diferentes porque, a partir de agora, o BC passou a atribuir maior peso para os grandes bancos ao calcular a taxa média. Ou seja: se um banco é muito atuante na concessão de crédito no cheque especial, terá mais peso no cálculo da taxa média. Antes, seu peso era idêntico ao de um banco com atuação desprezível no segmento.

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