Novo ano, nova safra e... velha fila
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011
Andréa Bertoldi <br> Equipe da Folha 
Curitiba - O escoamento da safra de grãos, novamente, voltou a causar congestionamento de caminhões em direção ao Porto de Paranaguá. Ontem, a fila chegou a um pico de 25 Km ao longo da BR-277 em direção ao Litoral. A movimentação de caminhões começou ontem por volta das 20 horas e intensificou às 6 horas da manhã de ontem.
De acordo com o diretor empresarial do porto, Lourenço Fregonese, vários motivos contribuíram para formação da fila. Um deles é a chuva que caiu no último domingo. Com isso, o embarque nos navios foi interrompido. Segundo ele, neste ano, o porto está recebendo uma safra maior. Além disso, ele disse que a procura maior por Paranaguá está relacionada à retomada da credibilidade do porto com a nova administração e a dragagem emergencial que foi realizada nos berços de atracação.
Fregonese destacou que muitas empresas não estão respeitando o sistema de carga on-line que faz o cadastramento prévio e permite que só os caminhões registrados on-line, com local de armazenamento e com navio nominado para embarque devem ir ao litoral.
Segundo ele, o valor pago ao produtor pela saca de soja que era de R$ 32 no ano passado, está entre R$ 47 e R$ 51, o que eleva a comercialização do produto. Fregonese destacou que, no ano passado, o porto tinha perdido 32% da carga para o porto de Santos e os de Santa Catarina, mas agora está recuperando estes exportadores.
Além disso, há armazéns da iniciativa privada que ainda estão com cargas do ano passado estocadas. Ele prevê que ainda haverá fila no período de março a maio.
De acordo com estudo realizado pela Diretoria Empresarial da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa), a dragagem de manutenção dos berços de atracação vai resultar num aumento de 20% nas exportações de grãos pelo Porto.
Só em janeiro deste ano, a Appa registrou aumento de 60% nas exportações de grãos. Considerando o total de mercadorias movimentadas, o aumento é de 28,8% em relação a 2010.


