Novo acordo põe fim à greve na Audi-Volks
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segunda-feira, 24 de maio de 2004
Vânia Casado<br> Equipe da Folha 
Curitiba - Trabalhadores da Audi-Volkswagen e montadora cederam para pôr fim a uma greve que durou sete dias entre duas paralisações ocorridas nas últimas duas semanas. Foi firmado um acordo que mesclou partes da decisão do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) do Paraná, do Tribunal Superior do Trabalho (TST), em Brasília, e propostas de trabalhadores e montadora.
Com o acordo, o trabalho na linha de montagem foi restabelecido ontem pela manhã. O entendimento foi possível porque a montadora apresentou uma proposta considerada conciliadora pelo Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Curitiba. A montadora concordou em não descontar os dias parados como vinha insistindo, desde que eles sejam compensados integralmente no segundo semestre.
A montadora também se compromete a acabar com o banco de horas, mas mantém a jornada de trabalho em 42 horas semanais. A Audi-Volkswagen concordou em negociar a jornada de trabalho em janeiro do ano que vem para implantação a partir de 2005. O TRT havia determinado a redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais, conforme reivindicação dos trabalhadores, decisão que foi suspensa do TST.
O valor da Participação de Lucros e Resultados (PLR) ficou em R$ 2.950 por empregado para a totalidade do cumprimento de metas. Esse valor pode ser ampliado para até R$ 3.020 se não houver faltas. O adiantamento da PLR no valor de R$ 1,4 mil será pago no próximo dia 4. Outra conquista é a extensão da PLR aos funcionários afastados por acidentes e doenças.
A empresa contabiliza a falta de 3.250 automóveis que deixaram de ser produzidos nos dias de paralisação. A falta de produção já estava afetando as centrais de distribuição de veículos para as concessionárias.
Para o Sindicato dos Metalúrgicos, a greve na Audi-Volks demonstrou a força da mobilização dos funcionários, que obrigou a montadora a negociar. ''Historicamente no Brasil, a Volkswagen não costuma negociar com os trabalhadores em greve. A união foi tão forte que a direção da empresa não teve alternativa, a não ser repensar as reivindicações e apresentar uma proposta'', afirmou Sérgio Butka, presidente do sindicato.


