Novo acordo com FMI deve sair dia 15
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quinta-feira, 04 de fevereiro de 1999
Agência Folha 
A equipe econômica pretende concluir a revisão de metas do acordo assinado com o FMI (Fundo Monetário Internacional) até dia 15. Assim poderá pedir a liberação de segunda parcela do empréstimo de US$ 41,5 bilhões do Fundo, de governos estrangeiros e de organismos internacionais. Após a aprovação das metas, o Brasil poderá sacar mais US$ 9 bilhões do empréstimo para reforçar suas reservas internacionais, atualmente em US$ 35,8 bilhões.
A liberação só ocorrerá depois que a direção do Fundo aprovar a revisão do acordo. Para acelerar o processo, o governo conta com o apoio do vice-diretor-gerente do Fundo, Stanley Fischer, que ontem participou de uma nova rodada de negociações com a equipe do ministro Pedro Malan (Fazenda). A primeira parcela do dinheiro (US$ 9,3 bilhões) foi liberada em dezembro do ano passado. A revisão das metas é necessária porque o cenário econômico mudou muito após a assinatura do acordo. A principal mudança foi a adoção do câmbio flutuante em 15 de janeiro.
Embora tenha recebido o apoio do Fundo para a nova política cambial, a equipe econômica está negociando com os técnicos da instituição a adoção de regras de intervenção a serem utilizadas pelo Banco Central para atuar no mercado de câmbio e, dessa forma, evitar grandes oscilações. Após dois dias de reuniões, nem o governo brasileiro, nem o FMI divulgaram os primeiros resultados. O assessor de imprensa do Fundo para a América Latina, Francisco Baker, disse ontem que Fischer vai ficar no Brasil até hoje à tarde - inicialmente ele ficaria somente até ontem. Baker disse que a permanência por mais um dia já estava prevista, mas só foi confirmada ontem devido ao grande volume de informações que está sendo analisado.
Embora Fischer retorne ainda hoje aos Estados Unidos, os técnicos da missão enviada pelo FMI devem permanecer no país por mais 12 dias. Fischer, Teresa Ter-Minassian (chefe da equipe técnica do FMI no Brasil), o ministro Pedro Malan (Fazenda) e o presidente indicado para o BC, Armínio Fraga, estiveram reunidos pela manhã com o presidente Fernando Henrique Cardoso no Palácio da Alvorada.
O representante do Banco Mundial no Brasil, Gobind Nankani, esteve ontem no Ministério da Fazenda para confirmar o desembolso de US$ 4,5 bilhões para o País. O organismo participa do acordo e já liberou US$ 1 bilhão ao país. Uma nova parcela de US$ 1 bilhão, prevista para março, deve ser antecipada para este mês.


