Curitiba - A 21 edição da Feira da Louça foi aberta ontem em Campo Largo, na Região Metropolitana de Curitiba, e vai até o dia 11 de setembro. O objetivo maior do evento é mostrar o produto fabricado no Paraná para o mercado, apesar de ser uma feira de varejo e de não haver uma estimativa de giro financeiro. Neste ano, a previsão dos organizadores é receber cerca de 70 mil visitantes.
O presidente do Sindicato das Louças do Paraná (Sindilouça-PR), José Canisso, comentou que a mostra traz os lançamentos do setor para 2012. Segundo ele, a principal aposta dos expositores será nas peças coloridas, com tons inovadores como a cor ferrugem. De acordo com ele, o prato quadrado, apesar de moderno, ainda não tem muita aceitação no mercado e agrada cerca de 5% a 10% dos consumidores. O setor também vem investindo mais em produtos que podem ser usados no micro-ondas e na máquina de lavar louça. A feira apresenta produtos com valores a preço de fábrica.
Canisso disse que o setor, hoje formado por 35 indústrias, espera crescimento para este ano apesar dos possíveis impactos da crise americana. As maiores dificuldades enfrentadas pelos empresários são o volume excessivo de importação de países asiáticos e o dólar baixo. ''Só no primeiro semestre deste ano, já entraram no Brasil cerca de 80 milhões de peças de países asiáticos, especialmente da China'', apontou o presidente do Sindilouça.
''O governo federal precisa nos ajudar criando barreiras para a entrada destes produtos'', destacou. Ele afirmou que hoje os Estados Unidos e a Europa permitem a entrada de apenas 30% de louças importadas. Ele alertou ainda que as peças importadas vêm contaminadas com chumbo e cádmio na pintura, o que pode prejudicar a saúde do consumidor.
Hoje, as fábricas de Campo Largo empregam 5.500 pessoas e produzem 90% de toda a porcelana de mesa fabricada no País, 50% da cerâmica industrial e 30% da cerâmica branca de mesa.
A Feira da Louça foi criada em 1991 para reunir as empresas de Campo Largo. As fábricas produzem cerca de 450 milhões de peças todos os anos. Além de atender o mercado nacional, os produtos são exportados para os países do Mercosul, da Europa e da América do Norte. O setor é responsável por 60% da arrecadação de impostos do município.

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