Novembro tem superávit de US$ 1,2 bi
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terça-feira, 03 de dezembro de 2002
Agência Estado 
Brasília A balança comercial de novembro fechou com superávit de US$ 1,264 bilhão, fato que contribuiu para o saldo positivo acumulado no ano de US$ 11,320 bilhões. Favorecido pelo crescimento de 13,9% das exportações, em relação a novembro de 2001, e pela queda de 8,3% nas importações, o resultado do mês confirmou a tendência de recuperação dos embarques de manufaturas, mas com alteração na lista de itens vendidos. Os líderes de vendas nos anos anteriores aviões e eletroeletrônicos deram lugar aos laminados planos, à gasolina, à madeira compensada e aos motores.
De acordo com os dados divulgados ontem pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), as exportações de novembro somaram US$ 5,127 bilhões e bateram o recorde de registros nesse mês. Também foi a primeira vez na história que as vendas externas ultrapassaram a marca de US$ 5 bilhões nesse mês. Apesar da queda, em comparação com novembro de 2001, as importações totalizaram US$ 3,863 bilhões, com forte recuo nas compras de bens de capital (de 26,7%) e de bens de consumo (de 6,9%) um sinal de que o mercado brasileiro tenderá novamente a dar preferência aos produtos nacionais neste Natal. De forma geral, os números da Secex indicaram que a redução das importações tenderá a tornar-se mais leve mês a mês.
''O primeiro semestre deste ano foi muito fraco para comércio. Neste segundo semestre, houve reversão do quadro geral, com melhor expansão das vendas de manufaturas e com diminuição do ritmo de queda das importações'', resumiu a secretária de Comércio Exterior, Lytha Spíndola.
No caso das exportações, o resultado de novembro indicou aumento nas três categorias de produtos. Em relação a igual mês de 2001, os embarques de produtos básicos apresentaram expansão de 27,8%, com destaque para minério de ferro, farelo de soja, petróleo, soja e café em grãos e carnes suína e de frango. As vendas de semimanufaturados, em especial de alumínio, de óleo de soja e de celulose, cresceram 22,5%.
As exportações de manufaturas aumentaram 6,8%, depois de dois meses de expansões mais polpudas. Entretanto, contribuíram com 55,18% do total dos embarques brasileiros do mês e tenderão a manter o ritmo de expansão, favorecidos pela cotação do real em relação ao dólar.
Seguindo essa comparação, as vendas de laminados planos cresceram 227,1% e somaram US$ 128 milhões. Também aumentam os embarques de gasolina (41,6), de madeira compensada (30,9%), de automóveis (26,2%), de motores para veículos (16,3%) e de móveis (14,6), entre outros.


