Curitiba A queda nos preços dos combustíveis provocaram deflação na variação dos preços das tarifas públicas e dos preços administrados em Curitiba durante o mês de novembro. O índice caiu para -0,29% no mês e no acumulado do ano, período de janeiro a novembro, o índice apresenta 6,66%, inferior à inflação. No período de dezembro do ano passado a novembro de 2003, a variação acumulada dos preços administrados e tarifas públicas é 9,36%, também inferior à inflação do período.
Conforme levantamento conjunto do Sindicato dos Engenheiros do Paraná (Senge) e Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos (Dieese), uma família curitibana gasta R$ 404,74 no mês para pagar serviços de energia elétrica, gás, telefones fixo e celular, água, pedágio, combustíveis e táxi.
De acordo com o presidente do Senge, Eroni Bertoglio, a queda no preço dos combustíveis ocorrida no mês passado provocou um forte impacto que contribuiu com a deflação dos preços administrados. O álcool foi o produto cujo preço mais caiu, com -7,4%. A gasolina caiu 1,25% e o óleo diesel, -0,15%. Com o fim da guerra de preços entre as distribuidoras, esse desempenho pode não se repetir em dezembro.
No ano, a tarifa que mais subiu foi a do telefone com uma variação de 17,23%. Em seguida, os serviços de correio tiveram as tarifas reajustadas em 11,11% e o gás de cozinha teve reajuste de 8,82%. Em seguida vem o preço da energia elétrica, cuja variação anual foi de 7,92%. No mês de novembro a energia elétrica não teve reajuste, mas o consumidor pagou 49% a mais com aumento do seguro-apagão e da taxa de iluminação pública.
A projeção feita pelo Senge e Dieese indicam que as tarifas públicas e preços administrados devem continuar pressionando a inflação em 2004. Isso porque a variação ocorre com base na inflação passada, que foi muito influenciada pela alta do dólar. Conforme projeção do Banco Central o impacto da variação das tarifas públicas na inflação deve ser de 46%. ''Portanto, há pouco espaço para o crescimento dos demais preços'', concluiu Cid Cordeiro, economista do Dieese.
Para 2004, o consumidor iniciará o ano pagando um reajuste de 15% na tarifa de energia elétrica, em janeiro. Também são esperados novos reajustes para água e esgoto.

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