O pedreiro Ocivaldo Pereira da Silva e a fisioterapeuta Paula Pelozo Palma têm em comum o fato de terem aberto empresas no ano passado não somente por vontade, mas pela necessidade imposta pelo mercado. Ele atuava há 20 anos na construção civil e tinha funcionários temporários, mas precisou se profissionalizar para participar de licitações. Ela tinha um consultório onde atuava com estética, mas viu a demanda aumentar tanto que precisou montar uma clínica e contratar funcionários para melhor atender a clientela.
Silva montou no ano passado a Construlândia, com sede em Rolândia, e já venceu a disputa para fazer reformas de acessibilidade no estádio local Érich Georg. Com 13 trabalhadores contratados, diz que mal consegue dar conta da demanda. "Cheguei a ter 40 funcionários, mas, como o mercado está aquecido, o pessoal acaba pescando os melhores do meu pessoal", conta ele, com 20 anos no ramo.
Ele afirma ainda que outra vantagem em abrir uma empresa foi formalizar a forma de contratação, o que reduz o risco de sofrer com passivos trabalhistas. "Trabalhar com a informalidade era ruim, porque mesmo pagando as diárias dos temporários com todos os direitos, levava muito processo. Com a empresa aberta, isso acabou", diz Silva.
No caso da fisioterapeuta, a clínica Dra. Paula Palma – Estética, Bem-estar e Saúde foi o caminho natural depois que começou a atuar no ramo. "Tinha um consultório com só um procedimento, fui acrescentando outros e apareceram muitos clientes. Não é que eu quisesse abrir uma empresa, mas a procura foi muito grande", diz, hoje com mais de dez procedimentos. A fisioterapeuta também lembra que, assim, também conseguiu regularizar os sete funcionários que contratou.
Depois de mudar a sede da empresa em junho do ano passado, ela diz que já precisou iniciar a busca por um local maior. Ela segue em busca de novidades e conta que é a primeira de Londrina a oferecer a criolipólise, tratamento para eliminar gordura de forma não invasiva. "Construí duas salas aqui, mas a procura é tão grande que já penso em sair", afirma. (F.G.)

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