Os especialistas em segurança do trabalho têm de acompanhar constantemente as mudanças no modo de produção pois, aos riscos já bastante conhecidos como os de quedas e de choques elétricos, vão se somando os advindos das novas tecnologias. É o que conta a engenheira e representante do Ministério do Trabalho da França, Jessy Pretto, que nasceu no Brasil, mas foi viver na Europa ainda adolescente. Ela está em Londrina participando do ateliê no Sinduscon.
Jessy lembra que, quando trabalhavam com caixas registradoras, os funcionários de supermercados eram pouco expostos a doenças ocupacionais. Mas, no momento que passsaram a utilizar os leitores ópticos, a situação mudou. ''O leitor veio para resolver um problema de gestão de fila nos caixas. Mas o aumento da cadência do trabalho e o movimento que a máquina exige acabaram levando a ocorrências de lesões nos braços'', exemplifica.
Uma preocupação atual, segundo ela, é com a nanotecnologia. ''Quando se quebra as moléculas neste processo, é gerada uma poeirinha invisível que pode prejudicar a saúde de quem a aspira. Em todo o mundo, os cientistas estão preocupados com essa questão'', afirma.
Vindo ao Brasil pelo menos duas vezes por ano, Jessy acredita que o País vem evoluindo na área de segurança do trabalho, mas observa algumas deficiências. ''Na metalurgia, existem equipamentos fabricados na Itália que estão em todo o mundo. Mas na Europa, a norma proíbe que qualquer órgão mecânico desta máquina fique aparente'', conta. Isso evita que membros superiores dos trabalhadores sejam sugados, assim como suas roupas. ''No Brasil, a gente observa que nesta mesma máquina os sistemas de proteção são opcionais'', afirma. (N.B.)

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