Novas tecnologias ajudam a reduzir gastos com combustíveis
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terça-feira, 29 de abril de 2014
Ricardo Maia<br>Reportagem Local 
Nas últimas safras os preços dos combustíveis têm ajudado a apertar o bolso dos produtores paranaenses. No Estado, o custo de operação com máquinas e implementos em fevereiro deste ano fechou em R$ 5,63 por saca de soja produzida, contra R$ 5,12 registrado no mesmo período do ano passado, segundo informações do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab).
Um dos vilões desse custo de operação são os combustíveis que estão cada vez mais caros. Só para se ter uma ideia, o valor médio do diesel comercializado no varejo em Londrina, segundo dados da Agência Nacional do Petróleo (ANP), gira em torno de R$ 2,43 o litro, com pico de R$ 2,59/l em determinados postos, valor que chega a comprometer boa parte do custo de produção do produtor.
Para tentar reduzir este problema com combustíveis, fabricantes de máquinas e equipamentos trabalham em produtos que gastam o mínimo possível de diesel, mas sem perder a alta eficiência. O objetivo é reduzir os custos de produção do agricultor e elevar a sua produtividade.
Ontem, durante a 21ª edição da Feira Internacional de Tecnologia Agrícola em Ação (Agrishow), que acontece até o dia 02 de maio em Ribeirão Preto (SP), algumas empresas do setor de máquinas agrícolas apresentaram novos equipamentos com melhor desempenho de trabalho e menor consumo de combustível. Uma delas é a Case IH. Segundo Rafael Miotto, gerente de marketing da marca, a busca por equipamentos que consomem menos combustíveis e produzem mais é uma tendência do setor.
A Case IH apresentou durante a Agrishow os novos modelos de tratores da família Puma, com configuração que varia de 140cv a 185cv. Segundo Marco Romagnoli, vice-presidente da Case IH para América Latina, com a alta tecnologia embutida nesses equipamentos é possível uma economia de até 20% de combustível em determinadas atividades de campo. Além disso, ele revela que a empresa tem reduzido o peso dos maquinários por meio da inserção de materiais mais leves. O objetivo, conta ele, é aumentar a produtividade e o potencial de produção das máquinas.
Outra novidade da empresa, agora voltada para o setor canavieiro, é a colheitadeira que trabalha em duas linhas de plantio. Com o equipamento, assegura Miotto, há uma redução gradual no consumo de combustível por área. "Além disso, temos o sistema automático de transmissão, que modula as marchas da máquina durante a operação, escolhendo automaticamente aquelas que consomem menos combustível", revela.
Mais tecnologia
Com o mesmo intuito, a Massey Ferguson também tem focado a sua tecnologia em prol da redução dos custos de produção, principalmente do combustível. Everton Pezzi, supervisor da área de produtos da marca, avalia que motores mais eficientes e a transmissão automática têm ajudado a reduzir em torno de 15% o consumo de combustível dos tratores lançados recentemente.
"Nas colheitadeiras também implantamos o sistema automático que visa à redução do consumo de combustível", completa, sem mensurar o percentual de queda. Luiz Cambuhy, gerente de vendas da Valtra, avalia que o produtor precisa fazer mais com menos, ou seja, ter altos índices de produtividade sem aumentar muito os seus custos de produção. Ele destaca ainda que a agricultura de precisão é outra ferramenta de vital importância para reduzir o consumo de combustível, pois evita que o equipamento faça o mesmo trabalho duas vezes.
O repórter viajou a Ribeirão Preto a convite de um pool de empresas


